
O Juventude de 2026 vai estar melhor estruturado, com uma direção mais experiente e entrará na próxima temporada ambicionando chegar longe nas competições regionais e nacionais. Porém, o caminho para isso não será simples.
O orçamento apresentado pelo presidente Fábio Pizzamiglio ao Conselho Deliberativo, que inicia em cerca de R$ 40 milhões, não é nem de perto um dos mais altos da Série B. É um terço do que gasto neste ano, na Série A. O Fortaleza, por exemplo, que também caiu da elite, mesmo com uma grande reformulação do seu elenco, projeta investimentos na casa de R$ 130 milhões no ano que vem.
É a realidade de um clube do interior gaúcho que luta para manter as contas em dia e não gastar mais do que recebe. Enquanto não tiver um patrocinador vultuoso e mais sócios, é uma realidade difícil de mudar, mesmo com a venda de atletas da base.
O que pode incomodar mais o torcedor é ver que do lado dele, na mesma Série B, estarão clubes investindo alto, alguns com salários atrasados e sem qualquer tipo de punição. Até o fair play financeiro ser realmente aplicado no país, é uma briga desigual, mas pela qual o Juventude já passou e venceu em outros momentos, como no acesso em 2023.
A nova temporada será mais uma vez de grandes desafios, e passa muito pela assertividade nas escolhas de agora. Lucas Andrino é o executivo. Maurício Barbieri deve ser confirmado como o novo treinador. E partirá deles a busca por um grupo que compre essa briga do Juventude, de não ser o time que paga mais, nem o que tem o maior orçamento. Mas sendo aquele que cumpre o que promete e projeta um futuro de crescimento estrutural e como clube.



