
De um lado, o Santos fazendo jogo de sua vida. Do outro, o Juventude rebaixado e buscando encerrar a competição de forma digna.
O último ato do ano no Alfredo Jaconi tem muitos interesses externos e atrações que podem fazer com que a partida seja bem interessante. Pela primeira vez, Neymar vai atuar na casa alviverde. E só por esse fato o jogo já teria uma atmosfera diferente. Afinal, questionando ou não a sua qualidade e o seu momento, o camisa 10 do Santos é referência para uma geração.
Do lado alviverde estará outra referência. E talvez em uma despedida. Nenê ainda não confirmou, mas pode se aposentar ao final da temporada, aos 44 anos. Se isso realmente acontecer, a partida desta quarta-feira (3) será a última dele no Jaconi com a camisa do Verdão.
Além dos dois craques existe a questão da tabela, da briga santista para fugir do rebaixamento e, é claro, o interesse do Inter, que praticamente no mesmo horário estará na Vila Belmiro enfrentando o São Paulo. Dentro desse contexto, não acredito que o Juventude possa facilitar a vida dos visitantes de forma proposital.
A questão está no anímico, no foco, na baixa natural de competitividade após não conseguir o objetivo tão almejado, que era a permanência. Mesmo que busque a mesma concentração, será muito difícil atingir o padrão de um jogo como foi o diante do Bahia.
É uma partida que vale muito mais para o Santos e certamente o Juventude poderá lançar mão de algumas observações, de olho em 2026. Jovens que receberam pouco minutagem ou até jogadores que possam apresentar algo a mais, como aconteceu com Negueba e Ênio no último jogo.





