
Mais uma vez, diante de um dos gigantes do futebol, não faltou entrega, dedicação ou organização tática. O que pesou em mais uma derrota do Juventude para o Palmeiras no Alfredo Jaconi foi a diferença técnica. Qualidade. Efetividade. A palavra ou o termo podem variar conforme a análise, mas a diferença é gigante, e foi posta em campo de forma muito clara.
O fato é que contra um adversário deste nível, mesmo preservando muitos titulares, o Juventude ainda faz muito força para jogar. Falta qualidade e, sobretudo, capacidade de fazer escolhas melhores quando consegue chegar próximo do gol adversário.
Do outro lado, duas chances, e um gol. Não passa muito disso. Mesmo sem impor um ritmo tão intenso, o Palmeiras de Abel Ferreira venceu com naturalidade, aproveitando-se de alguns dos poucos erros defensivos do Juventude.
A formação com três zagueiros até se portou bem, e talvez seja mantida para a reta final do campeonato. O problema é que Thiago Carpini precisará encontrar uma forma de fazer seu time errar menos passes, construir melhor e ser mais letal com as peças que tem à disposição.
No segundo tempo diante do Palmeiras, o Juventude até criou mais, muito pela dedicação de algumas peças do time, mas parou em grandes defesas de Carlos Miguel.
É mais uma derrota na caminhada que tende a findar com o rebaixamento à Série B. O Ju precisava de uma atuação de exceção, fora da curva. Fez um jogo de muita entrega, e tecnicamente aceitável. E isso, contra o Palmeiras, nunca será suficiente.





