
Lá em janeiro eu resolvi abrir espaço aqui na coluna para pautar uma importante discussão: “Como Caxias do Sul pode ser protagonista na cena cultural do Estado, o que está faltando para que isso ocorra?”
De lá para cá, diversos atores do setor já compartilharam suas dores, preocupações e também apontaram caminhos e soluções. Contudo, no meio desse caminho — como a pedra do poema do Drummond —, apareceu mais um entrave: o decreto do prefeito Adiló Didomemico, impondo uma série de cortes de gastos, impactando todas as secretarias, inclusive a Cultura, tratada pelo documento como uma pasta não prioritária.
Mesmo após a entrevista da secretária Tatiane Frizzo, publicada na edição do último fíndi do caderno Almanaque, em que ela frisa que, apesar da contenção de despesas, nenhuma atividade da pasta seria interrompida, a comunidade caxiense, sobretudo das artes, segue mobilizada.
Quarta-feira (13) pela manhã, a presidente do Conselho Municipal de Política Cultural de Caxias do Sul, Franciele de Almeida de Oliveira, vai ocupar a tribuna da Câmara de Vereadores para manifestar “profunda preocupação com a situação da cultura no município”.
Entre as pautas, Franciele vai enfatizar os constantes cortes nos orçamentos direcionados à Secretaria da Cultura. Segundo ela, desde 2016 o orçamento só tem caído.
— O orçamento da pasta vem sendo reduzido ano após ano, ao ponto de hoje termos apenas 0,58% do orçamento municipal destinado à Cultura, abaixo do mínimo de 1% recomendado nacionalmente — afirma Franciele.
Quem quiser se integrar a esse coro puxado pelo Conselho, a presidente avisa que a próxima reunião ocorre no dia 20, às 17h30min, no Centro de Cultura Ordovás.





