
A secretária da Cultura Tatiane Frizzo esteve reunida na segunda-feira (27) com o prefeito Adiló Didomenico. Na reunião, ficou definida a permanência de Tatiane à frente da pasta. O líder comunitário e produtor cultural Elvino de Oliveira Santos, indicado para a vaga de Cristina Nora Calcagnotto, vai assumir o cargo de secretário adjunto a partir da primeira semana de maio.
Também a partir de terça deve ocorrer a repercussão do setor cultural quanto ao decreto publicado pelo Executivo — que, em bom português, é um pacotão de cortes de gastos.
O Decreto nº 24.201/2026 vai impactar diretamente a Secretaria da Cultura. Primeiro, porque a pasta, por não estar listada entre as secretarias essenciais, terá cortes de horas extras, conforme diz o artigo 9º do decreto:
"Fica suspensa a realização de horas extras em todas as unidades administrativas, exceto as destinadas aos atendimento de serviços essenciais das Secretarias Municipais da Saúde, Educação, Segurança Pública, Assistência Social e Cidadania e Trânsito, Transportes e Mobilidade, estando estas condicionadas à apreciação do Grupo de Trabalho de Gestão Orçamentária e Financeira."
E, segundo, vai impactar a Cultura porque, no artigo 14 está "vedado o custeio de eventos de qualquer natureza a partir da publicação deste decreto, excetuando os imediatos, cuja liberação de recursos fica sujeita à análise do Grupo de Trabalho de Gestão Orçamentária e Financeira."
Ou seja, se futuramente não houver financiamento por meio de alguma lei de incentivo para a Feira do Livro, por exemplo — como já ocorreu em 2023 quando a prefeitura precisou investir recursos próprios para mantê-la —, o maior evento literário da Serra poderá não ser realizado.
Resta agora acompanhar, na prática, como essas medidas vão funcionar e de que forma devem impactar (ainda mais) o setor cultural da cidade nos próximos meses.



