
A partir desta sexta-feira (2) vou publicar aqui na coluna depoimentos e opiniões de importantes produtores culturais de Caxias do Sul que eu convidei para compartilhar suas visões acerca da cena cultural da cidade.
O ponto de partida foi o texto Cultura é mais do que lazer que publiquei na edição do Pioneiro dos dias 31 de dezembro e 1º de janeiro. A partir daí, convidei os produtores para responder à seguinte questão:
“Como Caxias do Sul pode ser protagonista na cena cultural do Estado, o que está faltando para que isso ocorra?”
Naturalmente, este espaço — democrático por natureza — está aberto para a colaboração de quem mais desejar participar do debate.
Obviamente, não é um debate que se encerra em uma semana. Mas é preciso começar a pensar efetivamente na Cultura em um sentido mais amplo. A meu ver, como um dos mais potentes vetores da economia criativa.
A série de diálogos sobre a cena cultural de Caxias do Sul abre com a gestora cultural caxiense Caliandra Paniz Troian.
Feliz 2026!

“O cenário é de oportunidades”
Caxias do Sul é um território de grande potência: temos capital artístico relevante, produção consistente, artistas qualificados (muitos deles premiados) e projetos que geram impacto social, cultural e econômico.
O caminho para consolidar esse protagonismo passa por organizar essa força como estratégia de cidade, com foco, investimento, continuidade, posicionamento e uma gestão cultural pública eficiente.
Isso exige um pacto de gestão transversal, integrando cultura, turismo, educação, urbanismo, etc., em agendas comuns, mas antes como uma política cultural fortalecida, com governança colaborativa (que reúne quem realiza, financia, usa e vive a cidade) e investimento público consistente.
Também é indispensável qualificar a infraestrutura cultural e estruturar um calendário de eventos estratégicos, com curadoria qualificada, gestão profissional e fortalecimento da produção local. Caxias de janeiro a janeiro.
E claro, precisamos avançar, de forma decisiva, na divulgação: comunicar Caxias para fora e, ao mesmo tempo, gerar fluxo, promover intercâmbios, expandir públicos e também recursos. O cenário é de oportunidades.
CALIANDRA PANIZ TROIAN é diretora da Cali Gestão Cultural, graduada em Relações Públicas, especialista em Gestão Cultural e mestranda em Turismo e Hospitalidade pela UCS. Atualmente é diretora-executiva do Grande Espetáculo de Natal.






