
Com a nova taxa de 25% imposta pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros e que entra em vigor na próxima quarta-feira (22), o setor metalmecânico da Serra será novamente impactado, assim como foi com o tarifaço do ano passado, quando as exportações para o mercado norte-americano caíram 44,8% na comparação com o ano anterior. Em 2024, a região teve um pico histórico de exportação na ordem de 580 milhões de dólares. Em 2025, reduziu para 320 milhões (sendo 130 milhões em autopeças e acessórios para veículos leves e pesados e 40 milhões em pastilhas de freios e material de fricção).
Vice-presidente de Relações Institucionais do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Simecs), Gustavo Polese entende que é preciso encontrar soluções para não perder as vendas para os Estados Unidos.
— Conquistar um cliente é uma das tarefas mais difíceis, ainda mais se falando em exportação. O empresariado precisa trabalhar ao máximo para evitar a perda. Vai se tornar mais caro para quem vai comprar, então, é preciso tentar achar soluções, seja mexendo na margem, seja mexendo na automação para reduzir custos, revisando toda a cadeia, os custos — sugere.
Caso não se consiga manter o mercado, será preciso buscar outros que possam absorver essa produção, embora ele veja baixas possibilidades de substituição em um curto prazo. O primeiro mercado seria o próprio Brasil.
— Só que aí é preciso entender que o problema não está localizado na Serra e é possível que haja uma saturação interna de vendas. Por exemplo, quando o mercado da carne sofre uma restrição por conta de febre aftosa, barreiras sanitárias, ele vem vender dentro do país. Com isso, a carne reduz o preço, o que afeta a produção porque não paga seus próprios custos — pondera.
A busca por outros países deve estar no radar, segundo Polese, e o Mercosul, um mercado já muito importante para as cerca de 70 mil empresas da Serra, pode ser ainda mais relevante.






