
A Copa do Mundo de 2014 deixou como legado para a vinícola Lidio Carraro projeção nacional e internacional, que até hoje se traduz em faturamento impulsionado pela visibilidade conquistada como produtora da linha de vinhos licenciada oficial da Fifa naquele ano.
O empreendimento da Serra, que vendia no máximo 200 mil garrafas por ano antes do Mundial, viu os números dispararem durante e depois da competição realizada no Brasil. Entre 2013 e 2014, foram 600 mil garrafas comercializadas — além das cerca de 200 mil.
A Lidio triplicou de tamanho na época e quadruplicou as exportações, chegando a mercados estratégicos como França, Dinamarca, Inglaterra, Bélgica, Canadá, Japão e Finlândia. Somente em 2013, o faturamento cresceu 264% em relação ao ano anterior. Cerca de 70% da expansão estava ligada à linha Faces, um projeto que já existia antes da Copa e foi tirado do papel para a competição.
Hoje, 12 anos após o torneio, a vinícola vende entre 500 mil e 550 mil garrafas anualmente. Em 2025, a Lidio registrou crescimento de 33% na comparação com 2024 e projeta expandir mais de 30% em 2026.
— A vinícola ficou conhecida. Toda vez que prospectamos e entro em contato com novos potenciais clientes é praticamente unânime que eles conhecem a marca, já ouviram falar, porque foi espetacular a projeção que tivemos com a Copa — destaca Juliano Carraro, enólogo e diretor da vinícola.
Exportações
As exportações, que chegaram a representar 32% do faturamento da empresa em 2013, impulsionadas pelo lançamento naquele ano dos vinhos da Copa, pausaram durante a pandemia. Conforme Juliano, as dificuldades impostas pela crise sanitária fizeram com que as vendas para outros países dessem uma estagnada.
— Ao mesmo tempo, aumentou o consumo de vinho no Brasil. Acabamos fazendo esse movimento de quase saída total da exportação para atender ao crescimento do consumo interno. Como a Lidio trabalha com 100% de uvas próprias, a gente não tinha como atender os dois lados ao mesmo tempo. Optamos por atender ao mercado interno, que era, inclusive, mais fácil naquele momento — acrescenta.
A partir de 2022, a vinícola começou a se preparar para retomar o mercado externo com a ampliação dos vinhedos em Bento Gonçalves e em Encruzilhada do Sul. A produção de uvas começou em 2025 e 2026 e o resultado deve chegar ao consumidor nos próximos dois anos. A Lidio Carraro tem 15 hectares em Bento e 62 em Encruzilhada do Sul.


