
Empresa de recursos humanos, a Concentrei inaugura uma nova sede em Caxias no próximo dia 15. O espaço fica no mesmo prédio, no bairro Pio X, mas é o dobro do tamanho do escritório anterior. São 350 metros quadrados de área para acomodar a equipe que vem crescendo nos últimos meses. A empresa, que até a metade do ano passado tinha 12 funcionários, conta agora com 20. E a expectativa é chegar a 25 até o início de 2027.
O crescimento é explicado pelo aumento da procura por empresas em busca de redução de custos, explica o diretor executivo da Concentrei, Paulo Ricardo dos Santos:
— Nós temos uma estratégia de contratação em que conseguimos ajudar as empresas a reduzir custos nas contratações, conseguimos fazer consultorias para otimizar benefícios e políticas de RH. Isso está gerando novos negócios para nós. Essa dificuldade do mercado é um oceano de oportunidades de novos negócios.
Além do novo espaço em Caxias, a Concentrei tem outra novidade. Há cerca de 40 dias, abriu um escritório no Rio de Janeiro em parceria com a Nova Cooperativa, com que já atua nos três Estados do Sul. A unidade tem dois profissionais da área comercial; um de recrutamento e seleção deve ser contratado em breve.
— Eles (Nova Cooperativa) estavam sem representante no Rio e nos ofereceram para assumir. Enxergamos uma oportunidade grande porque o Rio é um Estado que tem necessidade premente de se reestruturar na parte de negócios — explica Santos.
O escritório do Rio recebeu investimento de R$ 60 mil. Já o de Caxias, R$ 420 mil. A Concentrei projeta para esse ano 30% de crescimento. Até 2028, a empresa prevê dobrar o faturamento, chegando a R$ 10 milhões.
Cenário da mão de obra
A falta de mão de obra especializada, relatada por muitos empresários, é confirmada por Paulo Ricardo dos Santos. Profissionais de tecnologia da informação e da indústria, como soldador, operador de torno CNC e eletromecânico são os que mais o mercado carece.
Estabilidade também é um ponto que chama a atenção de quem recruta. Segundo Santos, há muita gente que "pula de um emprego para outro", o que dificulta a contratação, já que as empresas procuram pessoas com experiências estáveis em trabalhos anteriores.
— Nos últimos meses, temos sentido que o mercado desaqueceu um pouco. Algumas empresas estão trocando a mão de obra e isso deixa as pessoas disponíveis para olhar outras oportunidades — acrescenta.






