
A convite da Associação Brasileira de Enologia (ABE), estive na manhã desta terça-feira (16) entre os jurados do 13º Brazil Wine Challenge. Ao lado de quatro experientes enólogos e profissionais do setor vitivinícola, integrei o júri de número 3. Eram 10 mesas com cinco degustadores cada, no total, que ocupavam uma das salas do Centro da Indústria, Comércio e Serviços Bento Gonçalves (CIC-BG).
Cada júri avaliou, em média, 38 amostras. Na minha mesa, degustamos um branco, 18 espumantes e 19 vinhos tintos. Fomos responsáveis pela avaliação de uma pequena parcela das 1.130 amostras inscritas por 190 vinícolas de 19 países (a edição deste ano é considerada a maior do concurso). As amostras não tinham identificação, apenas um número. A degustação às cegas garante que ninguém será influenciado pelo rótulo.
A orientação era avaliar critérios como visual, aromas e sabor das amostras e atribuir notas a cada uma delas em uma ficha, que segue a ficha oficial da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). A nota final foi calculada pela mediana e muitas amostras obtiveram conceito para medalha de ouro ou de prata.
Das dezenas de amostras degustadas, apenas uma, de vinho tinto, conquistou nossa mesa e alcançou o número suficiente para a premiação máxima, a medalha grande ouro. Na sexta-feira (19), durante a cerimônia de premiação, saberemos que vinho é esse.

Por trás de cada vinho, um produtor
A participação no Brazil Wine Challenge foi minha estreia como avaliadora em um concurso de vinhos. Uma experiência atrativa e, claro, desafiadora, afinal, é uma grande responsabilidade escolher as melhores amostras de uma premiação tão importante.
Senti o peso da função especialmente após o presidente da ABE, Mário Lucas Ieggli, falar em seu discurso de abertura que por trás de cada vinho há um produtor, há uma família. De fato, cada vinho envolve muito trabalho e muitas mãos. Há muita dedicação, assim como em outras áreas, e todos merecem reconhecimento.
Avaliação até quinta
As degustações seguem nesta quarta (17) e quinta-feira (18), em Bento. O júri é formado por 89 especialistas de nove nacionalidades, entre enólogos, sommeliers, pesquisadores, professores, jornalistas especializados e profissionais do setor.



