Entre janeiro e fevereiro, o Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul recebeu 11 denúncias de assédio em empresas da cidade. Parte é de assédio sexual praticado contra mulheres e parte é de assédio moral tanto contra mulheres quanto homens.
Em 2025, foram cerca de 80, sendo 40% de assédio sexual, mas nenhuma foi registrada nos primeiros dois meses do ano. O cenário atípico no início de 2026 motivou uma reunião entre sindicato dos trabalhadores, Simecs (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico) e Ministério do Trabalho e Emprego na semana passada.
Do encontro, saiu um manifesto que condena os assédios. As entidades reafirmaram o compromisso de atuar de forma integrada na conscientização, prevenção e enfrentamento do problema, para garantir ambientes de trabalho cada vez mais respeitosos, seguros e dignos.
Conforme o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Paulo Andrade, as denúncias são encaminhadas às empresas e é solicitada a demissão de quem comete o assédio. Quando o caso é de assédio sexual, a entidade orienta que a vítima registre também uma ocorrência policial.


