
Mais de 80 rótulos de 14 produtores italianos puderam ser degustados durante as duas noite da quinta edição do Vini Fatti a Mano, um circuito enogastronômico promovido pela Boccati, em Caxias, nesta semana. Entre eles, estava Salvatore Sedilesu, de Mamoiada, uma cidade no "cuore" (coração) da Sardenha.
Proprietário da cantina que leva do nome do pai dele de 95 anos, Giuseppe Sedilesu, Salvatore apresentou alguns rótulos produzidos na propriedade com as uvas granazza e cannonau. A vinícola fabrica vinhos há 70 anos, mas profissionalizou o negócio há 25. Embora a cantina tenha ganhado escala, se mantém pequena, com uma média de produção de 100 mil garrafas por ano.
— Vendemos principalmente para a Itália e começamos a abrir mercado no Brasil agora — diz.
Além da parceria para comercialização dos rótulos, Salvatore participará de um projeto já tradicional da Boccati, o Selezione. Cinco vinhos da vinícola fazem parte da caixa que está à venda (são apenas 300 unidades) e pode render uma viagem à Itália, incluindo visita à vinícola Giuseppe Sedilesu.
Diferentemente de outras edições, que reuniam produtores de diversas regiões do país, a Selezione Sardegna conta apenas com os rótulos da cantina de Salvatore, reconhecida internacionalmente pela autenticidade de seus vinhos: os vinhedos de altitude são cultivados no tradicional sistema alberello, práticas de agricultura orgânica, vinificação natural e uso mínimo de sulfitos.
— A caixa é uma amostra da nossa produção — resume Salvatore.
Quem comprar a caixa até a primeira quinzena de agosto concorre a uma viagem de sete dias, com direito a acompanhante — e com tudo pago pela Boccati. Serão dois sorteados.
Expressão do território

Pela primeira vez na América do Sul, Salvatore Sedilesu diz que gostou muito da recepção e achou os caxienses parecidos com os italianos da região onde vive:
— Estou contente não apenas por vender meus vinhos, mas por conhecer as pessoas. Aqui há muita hospitalidade, cordialidade. Me senti em casa.
A coluna aproveitou para perguntar se ele provou (e aprovou) os vinhos brasileiros.
— Provei pouco, de alguns produtores pequenos, e gostei. Acredito que o vinho deve ser uma expressão do local onde é feito — respondeu.




