
A liquidação foi a solução jurídica encontrada pela Cooperativa Piá para ganhar fôlego e reorganizar as contas. A proposta depende do aval dos cooperados e se for aprovada na assembleia extraordinária do dia 26, irá possibilitar que a cooperativa paralise o pagamento de parte das dívidas.
De acordo com o presidente da Piá, Jorge Dinnebier, o processo vigora por um ano, podendo ser renovado. Neste período, a cooperativa "estanca" vários processos judiciais de credores e consegue organizar o fluxo de caixa. Com a liquidação, é possível negociar melhores prazos e taxas.
Ainda conforme Dinnebier, o processo dá tranquilidade aos parceiros da Piá em potencial. Segundo ele, a cooperativa tem mais de 10 contratos de confidencialidade assinados com empresas do setor lácteo e com fundos de investimentos. Há possibilidade de venda do negócio, o que também dependerá de aprovação dos cooperados.
— Dentro desses 10 contratos, existem vários modelos de negócio. Uma empresa quer comprar a marca, a indústria, as máquinas. Outra quer só parte da indústria de leite, não a de doces. Outra quer fazer uma parceria de terceirização, pagar royalties sobre os produtos da Piá. Outros querem comprar uma parte e fazer uma joint-venture.
Dinnebier não cita o valor da dívida. Ele garante que a Piá não fechará as portas e que os consumidores podem ficar tranquilos porque os produtos continuarão sendo fabricados.
Relembrando que a cooperativa enfrenta uma grave crise financeira há anos. Em 2023, a diretoria da cooperativa renunciou e Jorge Dinnebier foi eleito para a presidência. Como forma de conseguir recursos para colocar as contas em dia, a Piá já vendeu os supermercados de Nova Petrópolis, Santa Maria do Herval, Picada Café e Morro Reuter. A unidade de Feliz está alugada.




