
Com 85% da parte interna comprometida após um incêndio, dias antes de inaugurar, em novembro do ano passado, o Castelo de Gelo, em Gramado, segue de portas fechadas. Recentemente, a Polícia Civil indiciou três por falsidade ideológica, incêndio culposo e por furto de um equipamento chamado sitrad, considerado a 'caixa-preta' das máquinas de refrigeração - e que poderia apontar como iniciaram as chamas. O prédio segue sem movimentação para realização de perícias.
Mas e a dúvida que ficou para muitos: existe chance da Hector, empresa responsável pelo parque temático, retomar a operação? Fomos conversar com o presidente, Eduardo Kny, que ainda não fala em data de reabertura, mas deixa claro que essa vontade existe:
— Esta é a nossa maior meta para este ano. Mas sabemos que reconstruir não será fácil. O empreendimento estava praticamente pronto, aguardando apenas a fase final de testes de funcionamento da câmara fria. Neste momento, planejar um retorno exatamente igual não é fácil. O prejuízo foi muito grande e precisamos recomeçar não do zero, mas do negativo.
O prejuízo, segundo Kny, foi de pelo menos R$ 25 milhões.
— Existem muitos custos associados, como aluguéis, fornecedores, segurança, que seguem se acumulando. Além disso, há o prejuízo com materiais, ingressos devolvidos e a receita mensal prevista que deixa de existir enquanto o Castelo permanece fechado até sua nova inauguração. Hoje o foco é fazer tudo com responsabilidade técnica, jurídica e de segurança. Internamente existe uma visão muito clara, não exatamente de quando será, mas do formato em que o Castelo deve renascer. Ele precisa continuar sendo único, algo que faça as pessoas dizerem: "como isso existe no Brasil?".
Estamos aguardando!
