
O turismo não é uma indústria, mas gera riqueza, afinal, o turista sempre deixa dinheiro por onde passa: em hotéis, restaurantes, lojas. Foi sobre o impacto positivo na economia das cidades que falei na semana passada durante o 15º Congresso Internacional de Jornalistas e Profissionais de Turismo, promovido pela Organização Mundial de Periodismo Turístico (OMPT), em Caxias do Sul.
Além de palestrar, participei do tour oferecido aos mais de 30 jornalistas e profissionais de turismo de nove países participantes do evento. Eles visitavam Caxias pela primeira vez e eu, de certa forma, também. Embora caxiense, pude ver minha cidade com o olhar estrangeiro, o que me mostrou novos pontos de vista e detalhes que, às vezes, passam batido na correria do dia a dia.

Ouvi que Caxias é limpa e organizada. Que as distâncias são curtas (Ana Rech não está longe do Centro). Que o atendimento em bares e restaurantes é rápido. Que a natureza é preservada (ficaram encantados com as belezas de Criúva, principalmente com as araucárias, e os parreirais do interior). Que a história e a cultura estão vivas (ficaram maravilhados com Galópolis e impressionados com as pinturas de Aldo Locatelli na Igreja de São Pelegrino). Que se come muito bem em Caxias.
Ouvir de um chileno que nossos vinhos são muito bons foi a cereja do bolo. Sabemos da qualidade e tradição da produção vitivinícola do Chile e, por isso, o elogio foi como um prêmio. Foi curioso também ouvir dele que estava provando em Caxias um rótulo de tannat pela primeira vez.
O grupo se divertiu com os clubes de futebol da cidade e teve quem escolheu seu time do coração em Caxias. Grená e Papo ganharam novos torcedores. O grupo aprendeu muito ao conhecer Caxias. E eu também. Essa experiência mostrou como é importante, volta e meia, passear pela nossa cidade com olhar de turista.




