
Olivir Hilário Viezzer nunca tinha ouvido falar em Engenharia Civil até a hora de prestar vestibular. Quando explicaram, não teve dúvida: "É isso que quero fazer", pensou. Cursou na PUC, em Porto Alegre, e iniciou uma trajetória de sucesso, que completa 50 anos e foi compartilhada durante a reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul desta segunda-feira (24).
Mas a história não é tão simples como parece. Ainda criança, foi diagnosticado com síndrome vasovagal, o que provocava tonturas e desmaios e o impossibilitava de atuar no campo. Foi aconselhado pela mãe a estudar "para não passar fome".
Olivir fazia cinco quilômetros a pé até o Colégio Madre Imilda. Mais tarde, eram 12 quilômetros de bicicleta até o Cristóvão de Mendoza. Na Capital, enfrentou mais dificuldades. Chegou a morar em um poço de luz adaptado na empresa onde trabalhava.
— Eu era um funcionário feliz, que morava no depósito e tinha salário para pagar a faculdade — contou.
Ainda estudante universitário, Olivir fundou a primeira empresa, em 1972, a Caxias Transportes, Representações e Comércio Ltda., representando marcas como Cooperativa Pampa, Frigorífico Peteffi e, mais tarde, a Parmalat.
Em 1974, formou-se engenheiro civil e já no primeiro ano de atuação tocava, simultaneamente, 25 obras, em Porto Alegre. De volta a Caxias, casado com Valdenei Teresinha Chies Viezzer, seu "braço direito e esquerdo", criou oficialmente a Viezzer Engenharia em julho de 1979.
Atualidade
A Viezzer contabiliza mais de 8 mil imóveis entregues e mais de 700 mil metros quadrados construídos. Atualmente, são cinco obras em andamento: duas em Caxias, duas em Canoas e uma em Farroupilha, totalizando 794 apartamentos, nove salas e um pavilhão comercial. O valor geral de vendas desses imóveis soma R$ 400 milhões.
— O mercado está bem. Ele é cíclico. Tem momentos de alta, momentos de baixa. Para nossa empresa, é um momento muito bom — destacou Olivir, após a palestra em conversa com jornalistas.
A empresa hoje é gerenciada pelos filhos Oliver, Gerenise e Vaneise.
Nova paixão
Olivir não esconde a paixão pela construção civil. Mas, nos últimos tempos, descobriu um novo amor: os vinhos. Há cerca de quatro anos, passou a cultivar videiras em Criúva e já elaborou alguns rótulos. A vinificação é terceirizada, mas no futuro a ideia é ter os próprios equipamentos.
— Estamos pensando em um período de 10 a 20 anos nos tornarmos uma referência de qualidade de produto. Não de quantidade, mas de qualidade — frisa Olivir.



