
Ubiratã Rezler finaliza a gestão à frente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul e Região (Simecs) em 31 de dezembro e no dia seguinte já assume a presidência da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC Caxias). Ele foi eleito, por unanimidade, na semana passada para o biênio 2026-2027. A diplomação será no dia 8 de dezembro.
Bira, como é conhecido, terá Oliver Chies Viezzer, na vice-presidência de Indústria; Marcos André Victorazzi, na vice-presidência do Comércio; e André Renato Zuco, na vice-presidência de Serviços. O grupo desenha o planejamento para o período, que será baseado no fortalecimento da representatividade política da entidade e na valorização dos associados.
— Queremos olhar mais para o associativismo para que o empresário se enxergue partícipe do movimento. Temos um universo muito grande de empresas e ainda são poucas associadas à CIC — destaca o presidente eleito. Atualmente, são 1.130 associados. Caxias tem, conforme a Secretaria da Receita Municipal, 113.301 empresas.
Ele irá substituir Celestino Loro, que presidiu a CIC Caxias nas últimas duas gestões. O Simecs realizará eleição para escolher o novo comando em novembro.
Desafios econômicos
Diretor da Rezler Indústria de Chavetas e Usinados Ltda, fundada em 1972, e da RZB Moldes e Usinagem, fundada em 2023, Bira já transitou por comércio e serviços. Foi, inclusive, membro da CDL Jovem. Nos últimos dois anos, tem se dedicado à presidência do Simecs.
Como dirigente da entidade, tem acompanhado as dificuldades da indústria, não somente por causa das imposições tarifárias dos Estados Unidos, mas em função dos juros altos. Bira diz ter ficado surpreso positivamente com o resultado da Mercopar 2025, que superou o volume de negócios da edição passada, com pouco mais de R$ 1 bilhão:
— Estamos tendo alguns travamentos. Ano que vem tem eleições e deve ser difícil também. 2025 já é um ano de desaceleração e devemos ter uma economia mais restritiva em 2026. Talvez a Taxa Selic baixe, mas não o suficiente.




