
Empresas de médio e grande porte devem, obrigatoriamente, contratar aprendizes. A Lei da Aprendizagem Profissional determina o mínimo 5% e o máximo de 15% do total dos empregados. Mas isso não vem acontecendo.
Há, no Rio Grande do Sul, uma demanda de 67.721 vagas e estão contratadas 51.385, ou seja, ainda faltariam 16.336 aprendizes para serem contratados no Estado. Nos 43 municípios da Serra, a demanda é 6.049 vagas, sendo 4.963 contratados. Restam 1.086 vagas para contratação.
Em Caxias do Sul, existem atualmente cerca de 3,9 mil aprendizes contratados. O maior percentual está na indústria, seguida pelo comércio e serviços, transportes, rurais e cooperativas. Faltam 644 aprendizes, conforme os dados mais recentes.
Para buscar mudar esses números, Caxias sedia na quarta (17) e quinta-feira (18) o Fórum de Aprendizagem Profissional da Serra Gaúcha e a 3ª Feira do Jovem Aprendiz. A ideia é mostrar a importância da entrada de jovens no mercado de trabalho e como a aprendizagem pode funcionar como estratégia de combate à evasão escolar, por exemplo — tema, aliás, da edição deste ano.
— Nós precisamos que empresários e sociedade civil entendam a beleza da aprendizagem profissional, porque é uma ferramenta eficaz para promover a inclusão, reduzir desigualdades e preparar cidadãos conscientes de seus direitos e deveres — destaca a coordenadora da Aprendizagem/RS e auditora fiscal do Trabalho, Denise Brambilla González.
A programação terá painéis, oficinas e exposição do trabalho das instituições formadoras e empresas com atuação na aprendizagem profissional e é focada em jovens de 14 a 24 anos, pais, educadores, empresários, e representantes de entidades. As atividades ocorrem no Centro de Eventos da Festa da Uva. A entrada é gratuita.
Aprendiz
Estão habilitadas, no Rio Grande do Sul, 385 entidades formadoras de aprendizagem profissional, com a oferta de 4.342 cursos. Em Caxias, são 24 entidades habilitadas com 253 cursos de Jovem Aprendiz validados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Denise alerta para o fato de que o jovem aprendiz não é um estagiário e precisa de acompanhamento diferenciado. Ele está na empresa para aprender.
— O estagiário já vem com um conhecimento daquela função. O aprendiz é aprendiz mesmo, ele vai ter a sua cota de aulas teóricas, mas vai aprender efetivamente na prática. É necessário ter paciência, ter algum funcionário mais antigo da empresa que oriente, que seja responsável por ele — enfatiza.
Confira a programação
Quarta-feira
- 9h: solenidade de abertura
- 14h30min: painel I — Trabalho e Cidadania: O papel da Lei na Juventude com Carlos Kremer (OAB-RS), Marta Kruse (procuradora-chefe Ministério Público do Trabalho do RS) e Vanius João Araújo Corte (gerente Regional MTE Caxias do Sul).
Quinta-feira
- 9h30min: painel II — Do Estudo à Ação: Preparando Jovens para o Mundo do Trabalho com Eduardo Stockmanns Henz (Secretário Desenvolvimento Econômico de Farroupilha), José Paulo da Rosa (reitor da Feevale), Márcio Basotti (diretor Senai/Sesi RS) e Francini Pagliarini Fisch (capitã da Brigada Militar).
- 14h30min: painel III _ Diálogo de Lideranças: O futuro do Jovem Aprendiz com Denise Pêssoa (deputada federal), Edson Néspolo (vice-prefeito de Caxias do Sul), Felipe Corradi (representante da CIC Caxias do Sul), Pepe Vargas (presidente da Assembleia Legislativa do RS) e Charles Bittencourt (juiz do Juizado da Infância e Juventude de Porto Alegre).






