
Neste fim de semana a coluna apresenta a bela Gabriela Ckless, advogada especializada em Responsabilidade Civil Médica e Direito da Saúde, com atuação focada na defesa de pacientes diante de planos de saúde e do SUS. Natural de Rio Grande e radicada há seis anos em Caxias do Sul, a filha de Luiz Carlos Chuvas e Iara Caetano Chuvas construiu sua trajetória a partir de uma sólida formação técnica que inclui pós-graduação na área e quase uma década de atuação no Ministério Público Estadual. Casada com o promotor de justiça João Francisco Ckless Filho, Gabriela é mãe de Martina, de 15 anos, e João Gabriel, de 30, e tem na família o centro que orienta suas escolhas e prioridades. Com experiência em casos complexos como doenças raras, tratamentos de alto custo e negativas de cobertura, Gabriela adota uma advocacia marcada pela escuta, proximidade e compromisso humano.
Por que escolheu o Direito? Cresci em uma família de juristas e tive no meu pai, advogado trabalhista, uma grande referência de ética, disciplina e amor pelos livros. Venceu na vida por meio do estudo. Seguir o Direito foi uma continuidade natural desses valores.
O que sua passagem pelo Ministério Público acrescentou à sua atuação? Foram quase dez anos lidando com casos sensíveis e complexos, o que consolidou minha base técnica, meu senso de responsabilidade e a consciência do impacto real das decisões jurídicas na vida das pessoas.
Que conselho daria a quem precisa lutar pelo direito à saúde? Não aceite o primeiro “não” e não enfrente isso sozinho. Informação e apoio técnico no momento certo mudam desfechos. Atue com disponibilidade total, respostas rápidas e comunicação clara. A técnica é essencial, mas o acolhimento e a segurança emocional também fazem parte do cuidado.
Qual foi a escolha mais corajosa da sua vida? Minha conversão, em 2016, marcou a minha vida para sempre. Escolher caminhar com Deus exige coragem, porque implica renúncias, mudanças de rota e a disposição de abandonar o que já não faz sentido.
Um lugar em Caxias que tem significado especial? O Parque dos Macaquinhos. Foi ali que senti, pela primeira vez, que Caxias poderia ser nosso lar. Era inverno, e caminhava com a minha filha. Lembro da beleza do lugar e do encantamento daquele momento simples e decisivo.
Uma mulher que marcou sua trajetória? Ao longo da vida, tive referências femininas que me ensinaram mais pelo exemplo do que pelas palavras. A mais marcante foi minha avó, Nilza Maria Valle Chuvas (in memoriam). Ficou viúva aos 32 anos, criou três filhos trabalhando em uma máquina de costura e, mesmo diante das dificuldades, nunca perdeu a doçura, a dignidade e o cuidado com o outro. Isso moldou meu olhar sobre caráter, trabalho e presença. Muito do que sou hoje, nasceu ali.
Se não fosse o Direito, que caminho seguiria? História ou moda como linguagem do tempo. Sempre me motivei pela curiosidade e pelo desejo de compreender pessoas.
Um sonho que ainda deseja realizar? Passar um ano fora do Brasil, conhecendo países, culturas e modos de vida diferentes. Ter tempo para aprender, observar e voltar com um olhar ainda mais amplo sobre as pessoas, o mundo e a vida.
O que é o bom da vida? É saber que sempre podemos recomeçar, corrigir rotas, rever escolhas e seguir crescendo.
Raio-X
- Filme preferido: Cinema Paradiso (1988) é lindo demais.
- Hobby: Fotografia, descobrir detalhes, histórias e silêncios por onde passo.
- Coleção de: boas memórias.
- Prazer sem peso na consciência: estar em viagem, observando, caminhando e respirando novos lugares.
- Gostaria de ter sabido antes que… nem tudo está sob o nosso controle, e aprender a aceitar isso exige sabedoria.




