
Na semana em que o Brasil celebra o Dia da Consciência Negra, reverenciamos a trajetória de Gianelli da Silva de Campos, natural de Rosário do Sul e radicada caxiense há 23 anos, com formação que dialoga diretamente com os princípios da diversidade, das práticas antirracistas e da justiça social. Gianelli, filha de Ireno Fiuza de Campos e Sônia de Nossa Senhora da Silva de Campos, é dona de um currículo que contabiliza bacharelado em Relações Internacionais, especialização em Aprendizagens Ativas, imersões contínuas em liderança humanizada, letramento racial e escuta ativa, representa o comprometimento com a transformação social. Mulher do metalúrgico Edson Ribeiro e mãe de Bianca Gianelli da Silva Ribeiro, de cinco anos, Gianelli atua como coordenadora geral das residências inclusivas do Projeto Mão Amiga, e conduz equipes e práticas de cuidado voltadas a adultos com deficiência, assegurando ambientes éticos, acolhedores e alinhados à promoção da autonomia e da dignidade. Nesta coluna, evidenciamos o protagonismo da mulher que simboliza a construção diária de caminhos mais justos, humanos e inspiradores.
O que é o bom da vida? Viver com amor e propósito, cercada de quem nos inspira, e poder recomeçar todos os dias, com o coração grato.
Ao lado de quem gostaria de ter sentado na época da escola? Michelle Obama, com certeza! Imagino as conversas sobre educação e empoderamento.
Qual seu estado de espírito? Grata aprendendo com o tempo e com as pausas, em paz, mas sempre em movimento.
Com que mensagem encara o mundo? Que o amor é uma prática diária, e não um discurso.
Qual a sua definição de felicidade? Estar em paz com o que se é e com o que se tem, é claro ver minha filha crescendo cercada de amor e de oportunidades.
Gostaria de ter sabido antes que… o tempo é mestre e tudo acontece na hora certa.
Que pedido faria ao gênio da lâmpada? Que as pessoas tivessem mais escuta, menos egocentrismo, mais humanidade.
Herói preferido na ficção? Mulher-Maravilha, pela coragem e senso de justiça. Da vida real, as mulheres negras que resistem e inspiram.
O melhor conselho que já recebeu? Não perca tua essência, mesmo quando o mundo tentar te endurecer.
Quem te inspira? Minha mãe, Sônia, mulher de fé, coragem e entrega.
Um mal necessário? As mudanças, exigem dor, mas trazem crescimento.
O que mais ama na vida? Ver minha filha crescer com luz e empatia no olhar.
Qual foi a decisão mais corajosa que já tomou? Escolhi seguir meu propósito, mesmo sem ter garantias, sabendo que podia enfrentar críticas e medos.

O que o Dia da Consciência Negra representa? Reafirmação da nossa história e resistência, mas o mais importante é lembrar: a consciência negra não é apenas em 20 de novembro, é diária. É sobre letrar, ressignificar e reconstruir narrativas.
O que ainda falta avançar nas discussões sobre equidade racial? Coragem institucional para enfrentar o racismo estrutural, e falta entender que equidade racial não é tema de um grupo, mas responsabilidade coletiva.
Que mensagem deixaria para as novas gerações de mulheres negras? Que nunca duvidem do próprio valor. Que saibam que vieram de uma linhagem de força, sabedoria e beleza, e que têm o direito de ocupar todos os espaços.
O lugar mais longe que o destino te levou? A verdadeira distância é aquela entre quem eu era e quem me tornei.
Como o céu deveria ser? Um lugar de paz e reencontros.
Tops
- Música favorita: Samba e Pagode, o ritmo da alegria e da resistência.
- Filme que mais gosta: Escritores da Liberdade (2007), do diretor Richard LaGravenese.
- Coleção de: memórias e pequenos símbolos de afeto, lembranças de lugares, pessoas e momentos que marcaram a minha caminhada.
- Prazer sem peso na consciência: colocar uma boa música e dançar sozinha pela casa, só por alegria de estar viva e ter saúde.




