
Em plena Semana Farroupilha, quando o sentimento de pertencimento vibra mais forte no coração dos gaúchos, a caxiense Romila Hoffman do Amaral faz da poesia e da declamação um legado vivo. A filha de Vilson Nunes do Amaral e Lenira Hoffman do Amaral é jornalista, mas foi nos palcos da arte declamatória que construiu uma trajetória marcada por emoção, conquistas e aplausos. Dona de cerca de uma centena de troféus e campeã de rodeios internacionais, ela representa a essência corajosa e sensível de quem preserva a cultura. Neste 20 de setembro, data que celebra a Revolução Farroupilha, o nome de Romila ecoa como símbolo feminino e mantém acesa a chama da tradição.
O que é o bom da vida? É estar junto com a minha família, todos bem e com saúde.
Ao lado de quem gostaria de ter sentado na época da escola? Se eu pudesse escolher uma outra época, teria sentado ao lado de Clarice Lispector.
Atualmente, qual seu estado de espírito? Na companhia das emoções positivas, as rasteiras da vida me tornaram mais forte. No cartão postal da minha face trago sempre um sorriso no rosto.
Com que mensagem encara o mundo? A gente só colhe o que planta. Nunca gostei de ser igual aos outros, ando na contramão. Com coragem, resiliência, honestidade e respeito busco fazer a diferença.
Gostaria de ter sabido antes que… que a morte não é o fim.
Herói preferido na ficção? Não tenho. Meus heróis são de carne e osso.
Um mal necessário? As rasteiras que a vida nos dá. Os tombos, por mais dolorosos que sejam, são necessários para que possamos repensar as nossas atitudes.
O que mais ama na vida? Minha família.
O que lhe entristece? A falta de humanidade e de caráter das pessoas.
O que tem sabor de Brasil? Um churrasco bem gaúcho.
O que tem sabor de infância? Gemada, minha avó Andradina Amaral (in memoriam) sempre fazia pra mim.
O que considera essencial para sobreviver? Saúde física e emocional são fundamentais.
Qual a palavra mais bonita da língua portuguesa? Amor.

Qual a tua memória mais marcante? Têm várias, mas posso destacar os momentos que vivi e ainda vivo ao lado da minha avó Maria Candida Hoffman. Temos uma relação muito bonita, costumo dizer que ela é a minha alma gêmea. Quando eu era criança recordo que teve um momento em que descobri que as pessoas morriam e não voltavam e isso me deixou angustiada e com medo. Perguntei se ela também iria morrer algum dia, me respondeu: “Não, eu sou eterna e estarei sempre contigo” e apontou para o meu coração. Hoje, os papeis se inverteram, agora, cuidamos dela. Por isso o título da obra seria: Quando os papéis se invertem.
Qual a sua ideia de um dia perfeito? Estar com a família compartilhando bons momentos carregados de afetos.

Qual o lugar mais longe que o destino te levou? Para Buenos Aires, mas em meus pensamentos sempre viajo para a Pasárgada do grande poeta Manuel Bandeira.
Qual seu maior arrependimento? Só me arrependo na vida das coisas que eu nunca fiz.
Que pedido faria ao gênio da lâmpada? Saúde para mim e para as pessoas que amo, do resto a gente corre atrás.
Um ditado popular: "A pressa é inimiga da perfeição".

Um fenômeno no mundo? Certamente Lady Diana Spencer.
Um hábito que não abre mão? O da leitura.
Um lugar na Terra? Minha casa.
Um projeto para o futuro? Escrever um livro.
Como o céu deveria ser? Um poema que traz sensação de liberdade.
Romila por Romila: alegria em forma de gente.

Tops
- Álbum de música favorito: sou muito eclética, vou da MPB ao Rock, do Flash Back à música gaúcha, nativista, do Pop ao Reggae, depende do meu estado de espírito.
- Série favorita: Bom dia, Verônica.
- Hobby: gosto de cozinhar.
- Coleção de: livros.
- Rede social: Instagram.
- Cidade: Buenos Aires.
- Prazer sem peso na consciência: docinhos gourmet de vários sabores.

Em tempo: o primeiro prêmio chegou no Rodeio de Gramado, depois o Rodeio Internacional de Osório, internacional de Passo Fundo, campeã do Rodeio Internacional de Vacaria, premiada três vezes e campeã em 2019 do Enart. Destaque também para a participação em festivais de poesia gaúcha para defender seus poemas inéditos. Romila já participou da 1ª Tropeada do Poema Gauchesco, 3ª Querência da Poesia Xucra, 1° Esteio da Poesia Gaúcha, Festival de Poesias Inéditas de Vacaria, 2ª e 3ª Colheita de Versos de Abdon Batista, Adelante do Verso, 25ª e 26ª Sesmaria da Poesia Gaúcha.



