
Dono de uma vida marcada por compassos de fé e melodias de superação, o baterista Mateus Bicca Sabbi atravessou palcos, aulas e desafios como quem traduz a própria existência em notas de ritmo e harmonia. Natural de Erechim e radicado em Caxias do Sul desde 2008, o filho de Carlos Roberto Sabbi e Alba Terezinha Ribeiro Bicca sempre acreditou no poder do invisível e na força que pulsa para além do que os olhos veem. Professor celebrado, discípulo dos mestres Kiko Freitas e Enéas Moraes e grato à inspiração do caxiense e virtuose Rafa Schüler, Mateus consolidou sua trajetória no blues. Em 2024, o destino lhe apresentou uma pausa inesperada. Há um ano, no auge de uma turnê, durante o maior show de sua vida, vieram os primeiros sinais de um câncer no pulmão. O tratamento devolveu a ele a vida inteira e foi o renascimento de sua fênix pessoal. Hoje, entre baterias e livros, Mateus canta sua própria vitória: a de viver intensamente, com simplicidade, amor e música.
O que é o bom da vida? Viver.
Ao lado de quem gostaria de ter sentado na época da escola? Eu me sentava ao lado de uma das pessoas que mais amo, um grande amigo que tenho até hoje, Mateus Kurek Pagliosa. Agradeço muito por isso!
Atualmente, qual seu estado de espírito? De renascimento e leveza.
Com que mensagem encara o mundo? Alegria com responsabilidade e responsabilidade com alegria.
Frase preferida: parafraseando Leonardo Da Vinci, a simplicidade é o mais alto grau da sofisticação.
Gostaria de ter sabido antes que… sempre devemos confiar na nossa própria Luz.

Herói preferido na ficção? Gandalf, personagem de “O Senhor dos Anéis”.
Um mal necessário? A lei de causa e efeito.
O que é a alma da música? As emoções.
O que lhe entristece? Injustiça.
O que tem sabor de Brasil? Alegria e feijão.
O que tem sabor de infância? A comida da minha mãezinha, a melhor do mundo.
O que considera essencial para sobreviver? Paz interior.
Objeto de desejo: minha bateria.
Qual a palavra mais bonita da língua portuguesa? Amor.

Qual a passagem mais importante da tua biografia e que título teria se fosse uma obra? O nascimento, quando morri e renasci. “A Jornada do Louco.”
Qual a sua ideia de um dia perfeito? Conexão total com fluxo.
Qual o lugar mais longe que o destino te levou? Para dentro de mim.
Qual seu maior arrependimento? Palavras mal ditas.
Qual talento mais gosta de ter? Perseverança.
Que pedido faria ao gênio da lâmpada? Que a maldade não existisse mais.
Se não fosse músico, que profissão teria? Alguma que toque a alma! Tarólogo, por exemplo.
Um ditado popular: o plantio é livre, a colheita obrigatória.
Um hábito que não abre mão? Ler.
Um lugar na Terra? Aqui.
Um motivo de tristeza? O sistema.
Um projeto para o futuro? Que o medo interior não exista mais.
Como o céu deveria ser? Como ele é, perfeito por natureza!
Mateus por Mateus: ser quem sou, é tudo que posso ser, agora.

Tops
- Álbum de música: Donny Hathaway - Live 1972
- Meus bateristas favoritos: Wilson das Neves, Bill Ward, John Bonham, Art Blakey, Steve Jordan e Steve Gadd
- Filme que mais gosto: a série de filmes “O Senhor dos Anéis”.
- Coleção de: revistas Modern Drummer.
- Rede social: Orkut.
- Cidade: Machu Picchu (não conheço ainda).
- Prazer sem peso na consciência: beber um vinho.
Agenda
- Domingo (7), com a banda 70’s Show, Mateus levará seu repertório ao Hard Rock Café Gramado para o Especial Elton John.
- Domingo (14), às 14h, com a Orquestra Municipal de Sopros e Nei Lisboa, Mateus se apresentará no UCS Teatro.




