Escrever, dizem, é um ato solitário. Mas quando se escreve junto, quando se compartilha um tema, um universo, uma tensão, a solidão se dissolve. Cada palavra se cruza com outra, cada personagem ganha ecos nos gestos e pensamentos de alguém que também está ali, do outro lado do papel ou da tela.
É como montar um quebra-cabeça às cegas: cada um conhece apenas uma parte da imagem e, ainda assim, precisa confirmar nos outros para que tudo faça sentido. Um inventa a tensão, outro revela o segredo, outro ainda cria a virada que ninguém esperava. Sete escritores, sete personagens que irão competir na fronteira.
O livro A Sete Palmos é um thriller tecido a muitas mãos. Sete jovens personagens se lançam em aventuras cheias de suspense, mistério e segredos que parecem se multiplicar a cada página. O que era apenas exercício de imaginação tornou-se encontro: vozes que se entrelaçam, criando uma narrativa viva, pulsante, em que ninguém controla tudo, e talvez seja justamente isso que faz a história existir.
E, nesse vaivém de ideias, perguntas percorrem a trama e também ultrapassam o papel: que fronteira é essa onde esses jovens irão se encontrar? A geográfica, onde a aventura se instala? A da juventude, que se arrisca entre o conhecido e o desconhecido? Ou a fronteira mais radical de todas, aquela dos sete palmos que medem o silêncio da morte?
Entre e-mails, reuniões e trocas de rascunhos, descobrimos que escrever juntos é mais do que compartilhar palavras: é dividir tensão, medo e surpresa. Cada reviravolta se multiplica, cada pista se ramifica. Sete escritores de diferentes localidades embarcando numa aventura de escrita coletiva.
No fim, a história que emerge é tanto de quem escreveu quanto do grupo inteiro: um mosaico vivo, em que solidão desaparece diante do poder de inventar mundos. E talvez seja isso o que mais intriga: escrever juntos é atravessar fronteiras invisíveis.
Caro leitor, convido você a se juntar a esta travessia literária. No dia 5 de outubro, na 41ª Feira do Livro de Caxias, a partir das 14 horas, o lançamento do mais novo livro de sete aventureiros da palavra começa com uma conversa sobre mistérios, desafios e descobertas, seguida da sessão de autógrafos. A Sete Palmos é thriller, mas, acima de tudo, é uma experiência a ser compartilhada.

