Começamos a semana novamente com a indefinição sobre o que abre e o que fecha na economia local. Agora, além dos mapas do governo do Estado, que podem mudar de sexta para segunda-feira, os municípios resolveram fazer seus decretos com uma bandeira própria. Aí, veio o Ministério Público e derrubou decisões. Depois voltamos para a bandeira laranja. Adaptar-se a todas estas situações já é difícil para a organização do lojista, imagine para o consumidor.
E quando judicializamos a pandemia, fica ainda mais difícil acompanhar as definições, pois julgamentos, em duas instâncias, ocorreram somente em um fim de semana, para citar o exemplo de Caxias. Outra situação de saúde em que era comum a judicialização foi a greve dos médicos, que ocorreu em diferentes anos, e que durou mais meses em alguns casos. O que ocorria é que a população incorporava a situação e parecia que ela não existia.
É o que estamos vendo agora em algumas situações. A população incorpora o troca troca do sistema e age por conta própria. No fim de semana, mesmo com a proibição por decreto municipal seguir valendo aos domingos, para shoppings e locais públicos, muita gente ignorou.
Curioso é que, no início da pandemia, quando não havia regramentos, Caxias do Sul pareceu ter parado efetivamente por mais tempo do que agora, quando há dezenas de decretos. A dificuldade em encontrar o equilíbrio, uma unidade, uma regularidade, faz com que o consumidor assuma a mediação. Quando deixa de prestar atenção no regramento, porque se sente perdido, ele é o peso da balança na falta de um equilíbrio entre regramento demais e regramento de menos. Ele vai em busca de atender suas necessidades.
Assim como o comércio assume o risco de abrir e ser penalizado, o consumidor faz o mesmo e pode ser contaminado, enquanto os responsáveis pelos regramentos não conseguem resolver uma equação que talvez nunca seja solucionada, entre lockdown e atividades em funcionamento, entre saúde e economia.
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