
A não-renovação do contrato da Associação Mão Amiga com a Secretaria da Saúde de Caxias para a gestão das UPAs chama a atenção nem tanto pelo término em si da parceria (já que o contrato era temporário), mas pelo tom adotado pela entidade no comunicado.
A nota, assinada pelo frei Jaime Bettega, fala em compromisso com profissionais e fornecedores e menciona "incerteza quanto à continuidade e à fonte de custeio". O texto sugere não haver orçamento para prosseguir com o contrato.
A nota imediatamente repercutiu na sessão da Câmara desta terça-feira (1º), com críticas da oposição.
— O que o Mão Amiga precisa para continuar, o município não é capaz de pagar — disse o vereador Claudio Libardi (PCdoB).
À coluna, o secretário Rafael Bueno negou que haja dificuldade em pagar o custeio das UPAs. Segundo ele, a proposta do Mão Amiga era superior a outras entidades com as quais o município vem mantendo conversas e por isso não foi aceita.
O município trabalha na elaboração do contrato e aguarda pareceres da Procuradoria-Geral do Município e da Secretaria de Gestão e Finanças para formalizar a parceria com o novo responsável pela administração.
Aliás
Na esteira da repercussão do fim do contrato do Mão Amiga, também surgiram novos questionamentos a respeito das contas públicas e do empréstimo que o município pretende buscar. Mesmo com a reunião dos vereadores com o prefeito Adiló Didomenico na última semana, a oposição segue pressionando para que o projeto seja alterado.
A vereadora Andressa Marques (PCdoB), inclusive, chegou a sinalizar que, após as eleições, o cenário a ser enfrentado pelo Executivo na Casa será ainda mais adverso.
— As eleições vão passar e vamos ter que nos debruçar sobre qual vai ser o futuro de Caxias — afirmou.
PT ainda quer CPI
Ainda a respeito das contas públicas, o PT não desistiu da ideia de implantar a CPI da PPP da Educação Infantil.
A proposta surgiu em junho, mas acabou não saindo do papel porque garantiu apenas sete assinaturas, uma a menos que as oito necessárias. O número mínimo não foi atingido em função da não adesão do PCdoB. Com os bloqueios de recursos municipais para pagar o contrato, o tema acabou ressurgindo.
A líder da bancada do PT, vereadora Rose Frigeri (PT), também cobrou a presidência da Casa que coloque em votação o convite para o prefeito Adiló Didomenico comparecer ao plenário para prestar esclarecimentos.
Foi em função desses convites que houve a reunião do prefeito com vereadores na última semana. Rose, que não esteve no encontro em função de compromisso pessoal no horário, defendeu uma reunião aberta.
À coluna na última semana, Adiló disse que a presença dele na Câmara para prestar os esclarecimentos serviria muito mais como um ato político do que para explicações.
Audiência discute mudanças no IPTU
Após a audiência pública realizada nesta terça-feira (1º) a respeito do empréstimo de até R$ 490 milhões, a Câmara de Caxias marcou para a próxima terça, dia 8, outra reunião. Dessa vez, o assunto é o projeto de atualização da base de cálculo do IPTU.
A solicitação da audiência, marcada para as 19h, na sala Geni Peteffi, foi da bancada do Novo e a organização é da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Fiscalização, Controle Orçamentário (CDEFCO).






