
Oficialmente engavetado pela prefeitura há um mês, o projeto da policlínica pode ganhar uma nova chance. A principal sinalização veio a partir da inclusão da contrapartida para a construção da unidade no empréstimo de até R$ 490 milhões, cujo projeto de lei foi encaminhado para a Câmara nesta quinta-feira (13).
No entanto, outras articulações internas convenceram o prefeito Adiló Didomenico de que o projeto pode ter uma nova chance. Principalmente em relação ao custeio, até então estimado em R$ 100 milhões ao ano, o que seria inviável para o município.
O entendimento, no entanto, era de que a estrutura seria para atender a região, o que não procede, segundo o secretário da Saúde, Rafael Bueno. De acordo como ele, a policlínica será voltada apenas para Caxias e vai oferecer serviços que atualmente o município precisa comprar de outros hospitais.
Com a nova unidade, porém, os pacientes da cidade que precisam do SUS terão uma fila separada, o que pode reduzir a espera. Além disso, conforme o secretário, além da redução das contratações de hospitais, o custeio terá recursos federais. Bueno afirma ainda que o município já conta com os servidores necessários para operar a unidade, que serão realocados de outras unidades.
Falta agora um terreno para implantar a estrutura, que deve ficar na zona sul e exigir um valor mais baixo de contrapartida, que consiste na preparação do solo. O anúncio segundo Bueno deve ocorrer na próxima semana. O prazo para encaminhar todos os trâmites - ampliado pelo Ministério da Saúde - termina em outubro.
CPI segue no radar
A oposição ainda está em articulações para a protocolar o pedido de CPI para investigar a crise nas contas públicas de Caxias. As conversas começaram durante o recesso parlamentar e a expectativa era apresentar o requerimento na retomada dos trabalhos.
A partir da garantia de que teria as assinaturas necessárias para instalar a comissão, as bancadas passaram a elaborar o texto de forma conjunta. Ainda não há previsão de quando o pedido será apresentado. Ao contrário de outras comissões, a criação de uma CPI não precisa ser aprovada pelo plenário.
A medida foi proposta pela vereador Sandra Bonetto (Novo) e tem apoio de Andressa Marques (PCdoB), Capitão Ramon (PL), Cláudio Libardi (PCdoB), Daiane Mello (PL), Estela Balardin (PT), Hiago Morandi (Novo), Lucas Caregnato (PT) e Rose Frigeri (PT). Há, portanto, nove votos. Um a mais do mínimo necessário.
Campanha liberada
O fim de semana marca uma virada importante no calendário eleitoral. Este sábado (15) é o último dia para o registro das candidaturas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Já o domingo é o primeiro dia de campanha oficial nas ruas e nas redes sociais. O horário eleitoral gratuito no rádio e na TV começa no dia 28 de agosto.




