
Apesar de toda a mobilização da comunidade de Monte Bérico, em Caxias, pela implantação de um viaduto no acesso à localidade, o governo do Estado referendou o projeto inicialmente proposto de uma rótula alongada no ponto. A Secretaria da Reconstrução Gaúcha, responsável pelos contratos de concessão do Estado, afirmou que a solução proposta para o ponto com a duplicação da RS-122 está adequada ao fluxo de veículos atual e futuro.
A manifestação consta em um ofício assinado pelo secretário Pedro Capeluppi e encaminhado à Câmara de Caxias na última sexta-feira (21). O documento é uma resposta a um pedido de informações aprovado pelos vereadores em abril.
Com o ofício, também foi encaminhado um parecer do Departamento de Fiscalização de Concessões Rodoviárias (DFCR) da pasta. A análise aponta que a rótula atende aos requisitos de fluidez e segurança viária previstas em contrato e que metodologias de dimensionamento adotadas no projeto concluíram que a solução será suficiente para o fluxo previsto para os próximos 20 anos.
O parecer, contudo, reconhece que um viaduto poderia oferecer segurança ainda maior, mas causaria impacto no cronograma de obras e nos custos do contrato.
Apesar disso, a secretaria determinou à concessionária CSG o reforço no monitoramento do fluxo no ponto e a adoção de eventuais medidas necessárias para ampliar a segurança. Outra determinação foi a elaboração de um projeto executivo de viaduto para, para o caso de a medida se mostrar necessária no futuro.
Mobilização teve resultado
Ainda que nenhuma mudança efetiva vá sair do papel imediatamente, não se pode dizer que a mobilização da comunidade foi em vão. O moradores se fizeram ouvir pela administração municipal — que pediu ao Estado um viaduto — pela concessionária e pelo próprio Piratini.
A determinação de se elaborar um projeto de elevada para ter tudo pronto em caso de necessidade é uma sinalização importante para o caso de fluxo se comportar diferente do previsto.
Da mesma forma, o ponto passará a ter uma atenção especial da concessionária para que o temor de aumento nos acidentes não se concretize. Vale lembrar que o próprio Ministério Público já havia firmado acordo com a CSG para que o trânsito fosse monitorado por seis meses.
Por ser uma concessão, na verdade, o acompanhamento é constante, já que a concessionária arca com as consequências de um cruzamento de risco.

