
A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) vai doar à prefeitura de Caxias do Sul o projeto executivo para a extensão do Travessão Solferino. A rua corta o bairro Cruzeiro e é interrompida em frente à Mecatrônica, no campus da Universidade de Caxias do Sul (UCS).
Na prática, a abertura da via, aguardada há mais de 40 anos pelos moradores da região, criará um novo acesso ao bairro Cruzeiro. Serão 400 metros de prolongamento, ligando o atual traçado ao restante da via, no cruzamento com a Rua Zeferino Alquati. A partir dali, será possível acessar a BR-116 pelo bairro Presidente Vargas.
O acordo foi firmado em reunião na sede da Fiergs, em Porto Alegre, na última segunda-feira (17). O projeto seguirá diretrizes técnicas elaboradas pela Secretaria do Planejamento e Parcerias Estratégicas de Caxias (Seplan). Após a conclusão, a prefeitura poderá buscar recursos para viabilizar a execução da obra.
Área de 40 hectares retorna ao município após quatro décadas
Em outro acordo, a Fiergs formalizou, nesta terça-feira (18), a devolução de uma área de 40 hectares que havia sido cedida pelo município de Caxias há pouco mais de quatro décadas. O terreno fica na região de Forqueta, atrás do Jockey Clube.
O imóvel havia sido cedido à Fiergs para a instalação, na época, do Complexo Esportivo do Sesi, que acabou sendo construído no bairro Fátima, ao lado da represa Dal Bó.
Como é comum na doação de imóveis públicos, a autorização da transferência continha uma cláusula de reversão que determinava a devolução da área caso ela não recebesse o empreendimento.
Passados 40 anos, a área seguiu sem intervenções, mas nem Fiergs e nem município haviam tomado a iniciativa para o cumprimento da cláusula de reversão. Os trâmites agora foram iniciados pela entidade empresarial e o presidente, Claudio Bier, esteve em Caxias nesta terça para formalizar o repasse.
O terreno agora fica disponível para o município decidir a destinação. Com a mudança no zoneamento da região, que descaracterizou o entorno da represa do Samuara como bacia de captação, há demanda para a ocupação residencial e comercial dessa área da cidade. Isso pode demandar, inclusive, áreas de lazer.





