
A jornalista Renata Oliveira Silva colabora com o colunista André Fiedler, titular deste espaço.
A prefeitura de Caxias do Sul decretou Situação de Emergência nível 2 nesta quinta-feira (6), em decorrência dos eventos climáticos ocorridos nos dias 28 e 29 de julho.
A situação de Emergência nível 2 é aquela em que os danos e prejuízos são de médio impacto, sendo superáveis pelos governos municipais ou complementados com o aporte de recursos estaduais e federais.
Segundo o laudo da Assistência Social do município, que demonstra os efeitos dos eventos climáticos, foram atingidas, de forma direta e indireta, a totalidade do território do município, alcançando aproximadamente 30 mil famílias, especialmente em razão da interrupção do abastecimento de água, que afetou cerca de 71% da população. Ainda é aguardada a homologação do decreto pelos governos Estadual e Federal.
Nos dias 28 e 29 de julho, o município enfrentou chuvas fortes, com volume de 142mm em 48 horas (a previsão era de 158 mm para todo mês de julho), ventos fortes (rajadas de mais de 65km/h) e granizo, o que deixou 554 casas destalhadas, árvores e galhos caídos e 11 pontos com deslizamentos de terra. Além disso, devido a falta de energia elétrica, 29 semáforos ficaram desligados, causando transtornos no trânsito.
Após estes eventos, as equipes da prefeitura realizaram mais de 120 intervenções como limpeza de bueiros entupidos, retirada de mais de 100 árvores e galhos caídas e limpeza de três barreiras de terra no interior. Foram distribuídas mais de três mil telhas e 30 mil metros quadrados de lona. Seis famílias ficaram desabrigadas e outras 21 tiveram que ir para casas de parentes.
Por determinação do prefeito Adiló Didomenico, após reunião do Gabinete de Crise, a equipe da Defesa Civil e das demais secretarias envolvidas fizeram o levantamento dos dados e das necessidades para decretar situação de emergência no município.
Diferença entre estado de emergência e calamidade pública
A situação de emergência ocorre quando um desastre compromete parcialmente a capacidade de resposta do poder público. Isso significa que o município ainda consegue atuar, mas precisa de apoio externo para enfrentar os danos e restabelecer serviços essenciais.
Já o estado de calamidade pública é declarado quando o impacto do desastre é tão grave que a capacidade de resposta da administração pública fica severamente comprometida, exigindo medidas mais amplas e urgentes.



