
Se alguém, eventualmente, tem dúvidas a respeito do funcionamento e da segurança das urnas eletrônicas brasileiras, poderá esclarecê-las na próxima segunda-feira (3) sem sair de casa.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Estado fará uma live em que um técnico da TI da instituição irá detalhar a operação do aparelho. A demonstração envolve, inclusive, a desmontagem de uma urna para apresentação dos circuitos internos.
A ação faz parte da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, que ocorre de 3 a 9 de agosto. A iniciativa busca ampliar a transparência sobre o funcionamento das urnas eletrônicas, reforçar a confiança da população no processo eleitoral e divulgar informações sobre segurança, auditabilidade e evolução do sistema.
Barreiras e procedimentos
As etapas para garantir um voto seguro começam muito antes do dia da votação. Meses antes, o software passa por teste público do código de programação, que neste ano ocorreu em maio. Uma vez verificado, o sistema é assinado digitalmente e lacrado.
Somente essa versão do programa será aceito pela urna. Ou seja, mesmo que alguém conseguisse realizar uma cópia, o aparelho é capaz de identificar uma versão falsa e deixa de operar. O sistema também é incapaz de rodar em computadores comuns.
Mais perto das eleições, as urnas são carregadas com os dados dos candidatos em cerimônias abertas a órgãos fiscalizadores, como Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), partidos políticos (que pouco comparecem) e imprensa, além de promotores e juízes eleitorais. Nesta etapa também costumam ser realizadas votações de teste públicas com urnas sorteadas.
No dia da votação, a urna fica bloqueada até o horário de início do pleito. Não há conexão com a internet. Antes do primeiro eleitor registrar o voto, se imprime a zerésima, documento que atesta que não há votos. Ao fim do dia, é impresso o boletim de urna, que totaliza dos votos depositados e é fixado na sessão eleitoral. O documento também fica disponível para consulta aberta no site do TSE.

