
O processo de cassação contra Maurício Bellaver (PL) resultou na absolvição do vereador de Farroupilha, mas deixou cicatrizes dentro da Câmara Municipal. Um clima evidenciado na divisão de praticamente todas as bancadas na votação que definiu o destino do parlamentar.
MDB, PP, PL (partido de Bellaver) e PSB tiveram divergências entre os integrantes da bancada. O União Brasil tem apenas a vereadora Fernanda Corrêa, que votou favorável e o PDT é composto somente por Fran Bonaci, que não votou por ser a autora da denúncia.
A rachadura mais visível é a do PSB. O vereador Roque Severgnini integrou a defesa de Bellaver e naturalmente foi contrário à cassação. O colega de bancada, Juliano Baumgarten, no entanto, foi o relator da comissão processante e recomendou a perda de mandato. Desde o início do processo, a divergência entre ambos foi escancarada, inclusive em declarações públicas.
Nos bastidores, a especulação é de que Baumgarten estaria em tratativas para obter uma carta de anuência para deixar o partido. Além disso, há quem avalie que o processo deflagrou uma reconfiguração das forças políticas dentro do parlamento que pode resultar, inclusive, no abandono dos acordos para composição da mesa diretora para o restante da legislatura.





