
No fim de 2025, a coluna apontou que 2026 tinha todas as condições de ser o ano da infraestrutura na Serra, com investimentos sonhados há décadas finalmente saindo do papel. A previsão era por um motivo simples: os projetos estavam maduros o suficiente para começarem a se tornar realidade.
Chegando na virada do semestre, ainda não é o caso de abrir o espumante, mas já é possível constatar que, de fato, 2026 vem colecionando avanços. A duplicação do contorno norte de Caxias, embora já devesse estar pronta pelo cronograma inicial, está evoluindo.
Outros dois marcos importantes ocorreram nesta sexta-feira (3) com a assinatura do contrato para a construção do aeroporto de Vila Oliva e o anúncio do início da duplicação da RS-453 entre Farroupilha e Garibaldi.
É isso mesmo: depois de décadas de trâmites e ceticismo de boa parte da comunidade, está tudo pronto para o terreno de Vila Oliva receber as máquinas, o que pode ocorrer até agosto.
Da mesma forma, a ligação entre as duas maiores cidades da região (Caxias e Bento Gonçalves, pela 453) finalmente terá o investimento necessário após anos de espera, mortes e congestionamento.
Isso permite, inclusive, se debruçar sobre outros projetos, como o novo acesso ao Desvio Rizzo e o viaduto da BR-116 com a Perimetral Norte. E, claro, é preciso avançar ainda mais no porto de Arroio do Sal e na ligação entre Vila Oliva e Gramado, cujos trâmites estão em andamento.
Estamos desacostumados a obras do porte das que já ocorrem em Caxias e das que estão prestes a iniciar. Talvez por isso seja difícil mensurar a dimensão das mudanças.
Mas, calma: se nos gabinetes a coisa andou, ainda há muito trabalho para as máquinas e operários. Deixemos o espumante para depois.



