
Anunciada a implantação do transporte seletivo, a partir de 1º de setembro, como substituto do táxi-lotação em Caxias, a coluna apontou algumas dúvidas a respeito do novo serviço. A principal delas é com relação a tarifa, ainda em discussão.
A legislação que regra o serviço determina que o valor seja 20% superior em relação às linhas comuns. Considerando a tarifa técnica (sem desconto) de R$ 9 do transporte coletivo, a nova modalidade poderia custar cerca de R$ 10,80.
O secretário de Trânsito, Elói Frizzo, diz, no entanto, negociar um valor mais acessível junto à Visate. O Conselho Municipal de Transporte também deve analisar a questão. O que já está definido, porém, é que não haverá subsídio destinado exclusivamente às linhas seletivas. É o aporte público — de até R$ 14 milhões ao ano — que permite o pagamento de R$ 6,50 no pagamento com cartão Caxias Urbano pessoa física no transporte atualmente.
A opção pela Visate, segundo Frizzo, ocorreu porque a concessionária já tem direito a oito permissões do transporte seletivo previstas em contrato. Essas permissões já foram operadas pela companhia no passado, mas depois acabaram desativadas.
A avaliação era de que fazer uma nova licitação demoraria muito tempo, ao mesmo tempo em que a precariedade da frota em circulação demandava uma solução mais rápida. Por esse motivo, inclusive, o prazo para encerramento do táxi-lotação atual foi estipulado em três meses.
Identificação
Outro ponto que segue em discussão é a identificação das vans de transporte seletivo para diferenciar o serviço das linhas comuns. Os veículos devem contar com uma adesivagem específica.
Há discussões também em relação a uma possível nomenclatura a ser adotada. Há quem sugira, por exemplo, o nome de “Agilzinho”. O martelo em relação a isso, no entanto, não está batido.
Frizzo na Câmara
Desde abril, quando a intenção de extinguir o atual modelo de táxi-lotação veio a público, o assunto mobilizou a comunidade. Os ânimos arrefeceram um pouco quando o secretário Elói Frizzo afirmou, em audiência pública, que as linhas não ficariam um dia sem circular, mas seriam remodeladas.
Era claro, no entanto, que a extinção das atuais permissões eram um caminho sem volta. Faltava o município anunciar o que colocaria no lugar. Na última semana, porém, o assunto voltou a ganhar repercussão a partir de um vídeo do vereador Capitão Ramon (PL) baseado na resposta a um pedido de informação e na notificação encaminhada aos atuais permissionários para encerrar a circulação no fim de agosto.
Frizzo tem feito questão de rebater as críticas da oposição, dizendo que está cumprindo o acordado na audiência pública. Nesta quarta-feira (1), ele estará na Câmara detalhando o novo sistema e abordando outras questões relacionadas à pasta.




