
O prefeito Adiló Didomenico encaminhou, nesta terça-feira (12), um ofício ao governador Eduardo Leite pedindo uma avaliação para viabilizar a construção de um viaduto no acesso à comunidade de Monte Bérico, em substituição à rótula alongada, que está projetada no contrato estabelecido com a concessionária da rodovia.
A demanda ganhou ampla mobilização com as obras de duplicação da RS-122, no chamado de Contorno Norte. Os moradores pedem a manutenção das sinaleiras instaladas há uma década, que acabaram com a mortalidade no cruzamento.
A concessionária CSG, responsável pelo trecho, afirma que a solução proposta proporciona segurança e projetada para o fluxo de até 20 anos (veja nota abaixo). Além disso, a nova configuração dispensa o uso de sinaleiras.
O envio do ofício, por parte do prefeito, ao governador atende a reclamações da comunidade de que o município não vinha demonstrando interesse pela demanda pelo fato de ser uma rodovia estadual. Outro ponto a observar, já mencionado pela coluna, é que existe uma discrepância entre o projeto em execução e a sugestão do Plano de Mobilidade de Caxias. O estudo municipal recomenda a implantação de viaduto no ponto.
Se Estado e CSG acatarem a sugestão, ambos os projetos ficariam alinhados. Mas há dúvidas se a construção da elevada poderia ocorrer já agora, no momento da duplicação. Isso porque representantes da concessionária já disseram aos moradores, em reuniões, que modificações no projeto levariam tempo, já que precisam passar por aprovações do governo estadual e de verificadores independentes.
Na próxima segunda-feira (18), a mudança no acesso a Monte Bérico e a duplicação da RS-122 como um todo serão discutidas em uma reunião pública na Câmara de Caxias. Será às 19h. A expectativa é de que representantes da CSG esclareçam dúvidas apresentadas na semana passada durante participação do diretor-presidente da empresa, Ricardo Peres, de sessão legislativa.
O que diz a CSG
A solução prevista para o trecho segue o contrato de concessão, com a implantação de uma rotatória alongada validada pelo Poder Concedente. Estudos técnicos e projeções de tráfego indicam que o dispositivo atenderá adequadamente à demanda pelos próximos 20 anos.
A estrutura contará com quatro faixas: uma de acesso à rótula, duas de circulação da rodovia e uma destinada a saída e retorno, garantindo mais fluidez e segurança. Os levantamentos realizados desde 2024 apontaram que o volume de veículos e a viabilidade econômico-financeira não justificam a construção de um viaduto. Já a instalação de semáforos não é compatível com a dinâmica operacional prevista.
O projeto também prevê passarela para pedestres e foi concebido para organizar os fluxos, reduzir conflitos e evitar interrupções no trânsito.



