
Os projetos que propõem o fim da escala 6x1 têm avançado no Congresso Nacional e entraram definitivamente no debate eleitoral de 2026, com o governo adotando o tema como uma das principais bandeiras para buscar a reeleição de Lula. Pois em meio ao ambiente acirrado, a oposição não se contentou em ficar apenas na oratória para discutir os impactos da medida e resolveu movimentar o aparato Legislativo para ironizar o tema.
Isso se deu por meio de um projeto apresentado nesta terça-feira (5) pelo deputado federal caxiense Maurício Marcon (PL) propondo salário mínimo de R$ 100 mil a partir de 2027. Mais: o texto determina que os reajuste anuais sejam de, no mínimo, 50%.
É claro que a proposta não para em pé e tem o objetivo de "protestar" contra os projetos efetivamente em discussão. Isso, inclusive, consta na justificativa do projeto que afirma que "em um momento em que o Congresso Nacional, capitaneado por partidos de extrema esquerda e completamente respaldado pelo Executivo Federal decide abraçar a magia como motor último de suas decisões e proposições, nada mais justo do que uma proposição também mágica para a valorização do salário mínimo".
A justificativa também aponta que não há qualquer estudo de impacto para a proposta, mencionando que a PEC 8/2025, de autoria da deputada federal Erika Hilton (PSOL), igualmente carece de avaliação semelhante.
Marcon também é coautor da PEC 40/2025 que propõe a possibilidade de empregados optarem por um modelo proporcional às horas trabalhadas. Ao contrário do fim da escala 6x1, essa proposta teve pouco avanço até o momento.


