
Em visita a Caxias nesta quinta-feira (30), o governador Eduardo Leite não escapou de questionamento a respeito do projeto RS Saneamento, que engloba cidades não atendidas pela Corsan e tem sido apontado como gatilho para uma eventual privatização do Samae.
Leite negou que a proposta preveja o repasse da autarquia à iniciativa privada. O projeto, segundo ele, é para criar uma região de saneamento com um comitê gestor, com participação do Estado e dos municípios.
O colegiado será responsável por tomar as decisões relacionadas aos modelos de operação do saneamento. Nesse cenário, há a possibilidade, inclusive, de o Samae atender outros municípios mesmo sendo público.
Leite também disse que o projeto deve ficar para depois das eleições e ser discutido com a comunidade.
Pedágios sim x pedágios não

A presença de Leite em Caxias ocorreu no dia em que integrantes da CPI dos Pedágios também estiveram na região para verificar as obras nas estradas concedidas para a concessionária Caminhos da Serra Gaúcha (CSG).
Estiveram na Serra o presidente da comissão, deputado Paparico Bacchi (PL), o relator, deputado Miguel Rossetto (PT), e a deputada Sofia Cavedon (PT). Rossetto classificou a concessão como um "desastre" pelas obras na RS-122, entre Farroupilha e São Vendelino, não terem iniciado.
Pelo cronograma original, o trecho deveria estar com obras de duplicação, inclusive eliminando a curva da morte. No entanto, nem mesmo o licenciamento ambiental foi emitido pelo Estado. O relator também voltou a classificar o modelo como "fracassado", por conta das pendências do contrato.
Já o governador voltou a defender as concessões. Citou as obras em andamento na região como demonstração de que os contratos são o "caminho adequado para viabilizar obras de fôlego" e disse que a "história mostra" que o Estado não teria condições de fazer os investimentos por meios próprios.






