
O diretor-presidente da concessionária Caminhos da Serra Gaúcha (CSG), Ricardo Peres, esteve na Câmara de Caxias na manhã desta quarta-feira (6) para apresentar detalhes da duplicação da RS-122 e especialmente do novo acesso a Monte Bérico. Os moradores da localidade seguem mobilizados pelo temor de que as mudanças no ponto podem voltar a causar acidentes, e, mais uma vez, lotaram o plenário da Casa.
Peres apresentou vídeos e imagens do projeto para implantar uma rótula alongada no ponto, além dos dados coletados em estudos de tráfego. Segundo o dirigente da companhia, a solução proposta comporta o fluxo projetado até 2046.

— Não se trata de retirar semáforo. O que se trata ali é de uma obra nova, é uma obra diferente, é uma obra que não comporta semáforo — afirmou.
Ao fim da manifestação de 20 minutos, com a sessão suspensa, vereadores e manifestantes puderam questionar o representante da concessionária a respeito do projeto. As perguntas foram sobre a ausência de consulta aos moradores e sobre a necessidade de transpor quatro faixas de tráfego para fazer o retorno no deslocamento entre os bairros que margeiam a rodovia.
Os questionamentos, porém, não foram respondidos por falta de tempo na sessão e o detalhamento vai ocorrer em uma reunião pública marcada para o próximo dia 14, às 19h30min, na Câmara.
RS-453
Ricardo Peres também esteve na Câmara de Farroupilha, na terça-feira (5) para apresentar os projetos de duplicação das rodovias. A RS-453, entre Farroupilha e Garibaldi, segundo ele, deve estar concluída no início de 2028.
É um prazo condizente com a previsão de começar a obra no segundo semestre deste ano. Embora o segmento não tenha um desafio de construir uma ponte como a do Tega, por exemplo, também tem viadutos projetados e quase o dobro da extensão do contorno norte de Caxias, o que explica o tempo maior de obras em relação a Caxias.



