
A Codeca negocia com o Samae a formalização de um contrato para a execução de roçada junto a adutoras e emissários de esgoto. Seria uma forma de compensar a perda de receita com o corte de 20% na roçada e varrição determinada pelo decreto de contenção de gastos no município. A norma abrange apenas a administração direta, por isso não há impedimento da contratação por parte da autarquia.
O plano foi apresentado nesta terça-feira (19) na Câmara de Vereadores pelo diretor-presidente da Codeca, Milton Balbinot, e pelo diretor de operações da companhia, Ângelo Barcarolo. Balbinot foi convocado pela Câmara para explicar a situação financeira da empresa, que apresentou prejuízo de R$ 10,7 milhões em 2025. Ele já havia comparecido à Casa espontaneamente em 30 de abril, mas, pelo Regimento Interno, os vereadores não puderam fazer perguntas.
O diretor-presidente disse que a receita com roçada, paga por metro quadrado, costuma aumentar no inverno devido ao aumento entre 25% e 30% na produtividade das equipes. A explicação é que, como a vegetação cresce mais lentamente, o intervalo de roçada em cada ponto passa dos 45 dias no verão, para 30 dias no período frio.
Esse ganho de receita compensa o ganho menor no verão, mas está ameaçado em 2026 por conta do decreto do município. Apesar disso, a direção da empresa disse que não vai reduzir o quadro de funcionários da equipe.
Outras explicações
Balbinot disse que as operações da Codeca estão no azul em 2026, mas os pagamentos levam cerca de 30 dias em função dos trâmites internos da prefeitura. Questionado sobre o corte de cargos em comissão na empresa, disse que houve oito desligamentos, sem reposição.
No dia 30 de abril, o diretor-presidente havia afirmado que as obras como os acessos aos bairros Desvio Rizzo e Planalto davam prejuízo. Perguntado nesta terça, ele falou que o problema se deve à defasagem da tabela Sinapi, que serve de base para o cálculo orçamentário de obras públicas.
— Somente o CAP (cimento asfáltico de petróleo), que é o principal material para asfaltamentos, está defasado em 35% — afirmou.
Balbinot também negou conversas para a privatização da Codeca.
Motoboys questionam convocação

Após realizarem uma manifestação no sábado (16), uma comissão de motoboys esteve com o secretário de Trânsito, Elói Frizzo, nesta segunda-feira (18), para tratar da fiscalização do serviço de motofrete em Caxias. O encontro foi intermediado pelo vereador Hiago Morandi (Novo). Os profissionais questionam uma convocação para vistoria obrigatória, com exigências técnicas e a cobrança de taxas.
Frizzo argumentou que as regras cumprem a regulamentação da Lei Federal 12.009. Diante das reclamações, a secretaria não deve cobrar o cadastramento dos veículos, mas vai exigir a regularidade da documentação do condutor, do veículo e das condições de trafegabilidade.
O secretário também sugeriu a criação de uma comissão na Câmara para debater a legislação municipal que trata do tema. Caso tenham interesse, os motoboys podem se registrar voluntariamente na secretaria até o dia 29 de maio. A medida abre caminho para benefícios como direitos previdenciários e seguro em caso de acidente.






