A jornalista Renata Oliveira Silva colabora com o colunista André Fiedler, titular deste espaço.
O presidente do PL Estadual, Giovani Cherini, afirmou nesta quarta-feira (8) que o vereador de Farroupilha, Maurício Bellaver (PL), deve ser expulso do partido. Ele foi preso preventivamente no início do mês por violência doméstica e descumprimento de medidas protetivas.
— Eu estou acompanhando o caso e um advogado (do partido) foi na segunda-feira (6) no presídio para conversar com Bellaver e saber se ele ia renunciar. Como ele não aceitou, nós vamos encaminhar a expulsão dele — colocou Cherini.
Mas o presidente destacou que ainda vão acompanhar os desdobramentos do processo instaurado pela Câmara de Farroupilha para encaminhar a expulsão de Bellaver. Ele também destacou que crimes contra as mulheres não serão tolerados pelo partido.
— A gente sente, porque é uma coisa muito chata as pessoas chegarem a esse ponto, mas no caso do Bellaver, só pode que está doente e tem que se tratar. Mas, infelizmente, cometem determinados crimes que não podemos tolerar, principalmente contra a mulher, contra essas áreas que, para nós, é muito caro — reforçou.
Defesa de Bellaver alega "problemas de saúde mental"
Depois da repercussão do caso na imprensa, o advogado do vereador Bellaver, sendo seu colega de legislatura, Roque Severgnini, divulgou uma nota oficial. No texto, ele destacou que o acusado sofre de questões de saúde e que o processo tramita em segredo de Justiça. Porém, defende que "não se formem julgamentos antecipados". Confira a declaração na íntegra:
"A defesa de Maurício Bellaver, atualmente custodiado, vem a público se manifestar diante da repercussão do caso.
É natural que situações como essa gerem preocupação e mobilizem a opinião pública. No entanto, este também é um momento que exige cautela, equilíbrio e responsabilidade, para que não se formem julgamentos antecipados.
O processo tramita sob segredo de justiça, razão pela qual não é possível expor detalhes. Ainda assim, é importante registrar que a situação envolve, de forma relevante, questões de saúde já submetidas à apreciação do Poder Judiciário, as quais demandam atenção prioritária e abordagem adequada.
Importa esclarecer, ainda, que o quadro de saúde de Maurício Bellaver não é recente nem circunstancial. Trata-se de condição preexistente, sendo que ele já se encontra em acompanhamento e tratamento psiquiátrico há mais de cinco anos, existindo, inclusive, laudos médicos que comprovam esse histórico clínico.
Maurício Bellaver sempre foi uma pessoa inserida em sua comunidade, com participação ativa em atividades sociais, convivência respeitosa e dedicação à sua família. Trata-se de alguém que construiu sua trajetória com vínculos comunitários e relações pessoais sólidas.
O momento atual, contudo, é marcado por um quadro de saúde que exige cuidado, compreensão e, sobretudo, tratamento adequado. É imprescindível que essa condição seja considerada com a devida seriedade, afastando-se conclusões apressadas que desconsiderem o contexto humano e clínico envolvido.
A defesa não ignora a sensibilidade do caso, tampouco o impacto que ele causa. Por isso, manifesta respeito e solidariedade à suposta vítima e a seus familiares, reafirmando a importância de que todos os fatos sejam apurados com seriedade.
O que se busca, neste momento, é que o caso seja analisado com serenidade, sem julgamentos prévios, permitindo que as instituições cumpram seu papel com equilíbrio e justiça, inclusive no encaminhamento para o tratamento de saúde adequado.
A defesa está confiante de que, em breve, haverá um desfecho adequado do caso, permitindo que Maurício Bellaver possa se submeter ao tratamento necessário de forma apropriada e com a assistência que sua condição exige. A defesa seguirá atuando de forma técnica, ética e responsável."
Caso de Carlos Barbosa segue em análise
Já sobre a situação envolvendo o vereador de Carlos Barbosa Adair Zilio (PL) que foi acusado de um suposto assédio sexual, Cherini disse que vão aguardar o andamento do processo na justiça para decidir sobre a expulsão.
— É um caso que a gente precisa esperar um pouco, para ver como é que vai ser o processo, porque não tem uma decisão, se foi ou não foi. Mas se qualquer coisa for confirmada, a gente expulsa também — disse o presidente estadual.



