
Publicado o decreto de corte de gastos por parte do município, o questionamento agora é pelo impacto que a limitação terá na vida real da população, seja com horas extras, seja por redução de contratos.
Entre elas estão, por exemplo, a redução de 20% nos contratos de roçada, varrição e manutenção de áreas verdes. Se a conservação da cidade já é um tópico permanente na lista de reclamações dos caxienses, há motivos para crer que a situação deve piorar nesse quesito.
Na manhã desta terça-feira (28), a oposição reagiu ao decreto, questionando também pontos como a redução na compra de brita, apontando possível prejuízo ao andamento de obras, redução de contratos de limpeza e de locação de veículos, que pode comprometer o deslocamento de servidores.
O decreto também restringe a ampliação do quadro de servidores, medida que surge justamente em um momento em que o Legislativo tem feito demandas contundentes para a nomeação de novos guardas municipais e fiscais de trânsito já aprovados em concurso. A depender do decreto, tudo fica suspenso.
Impacto cruzado
Se a divulgação de prejuízo milionário da Codeca, na última semana, já era motivo de preocupação, mais impactante ainda foi a explicação do diretor-presidente da Codeca, Milton Balbinot, de que o resultado negativo é reflexo de atrasos em pagamentos por parte da prefeitura.
O município é o principal cliente da Codeca, seja em coleta de resíduos, seja em relação a obras. A coleta orgânica e seletiva é paga com a taxa de lixo recolhida anualmente junto ao IPTU.
O fato de o município atrasar pagamentos tão essenciais já é um alerta importante em relação à saúde das contas públicas, reforçado agora com o decreto. Outro ponto a considerar é que a Codeca é quem realiza roçada e manutenção na cidade. A redução em 20% dos contratos do serviço impacta justamente a companhia já deficitária.




