
Caxias do Sul está participando de um programa coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) para obter apoio no planejamento para construção das novas estações de integração do transporte coletivo. A iniciativa é chamada de Mutirão Brasil e conta com a participação de entidades como o C40 Cities, grupo mundial de cidades que articula ações para o desenvolvimento sustentável. O anúncio dos participantes ocorreu no início do mês.
Caxias inscreveu o projeto chamado Integra Caxias, que prevê a construção de estações de integração nos bairros Fátima, São Ciro e Salgado Filho, além da troncalização do eixo norte-sul do transporte coletivo.
Por envolver desincentivo ao deslocamento por carro, iniciativas do tipo costumam ser contempladas em programas de sustentabilidade ambiental. No caso de Caxias, porém, também se inseriu a previsão de eletrificação da frota de ônibus, para aumentar a chance de seleção do município. A ideia é realizar testes com ônibus elétricos ou a biogás ainda antes da construção das estações.
A iniciativa deu certo e agora o município receberá assessoria técnica para desenvolver todos os pontos do projeto, da arquitetura das EPIs a estimativas de custo e demanda, entre outros. A previsão é de que o projeto seja finalizado em abril do próximo ano. A partir disso, será possível buscar recursos para a construção das estações e a implementação do sistema.
Próximos passos
A inscrição no Mutirão Brasil ocorreu ainda sob a gestão de Elisandro Fiúza (Republicanos) na Secretaria de Trânsito e o projeto foi apresentado por ele na Câmara nas últimas semanas.
Titular da pasta há duas semanas, Elói Frizzo disse que ainda não conseguiu se debruçar sobre o tema, mas que o objetivo vai ser buscar recursos a fundo perdido para a construção das estações. Financiamento, segundo ele, é mais difícil por conta da condição financeira do município.
A prioridade, inclusive, deve ser a estação do bairro Fátima, a maior das três projetadas, caso não seja possível construir todas simultaneamente. Além disso, as novas EPIs devem adotar o modelo aberto, diferentemente das atuais.
Isso significa que não haverá catracas para acessar a estação e a integração tarifária vai ocorrer por meio do cartão Caxias Urbano, já que 96% dos passageiros já utilizam o meio eletrônico.
Gestão das EPIs
Frizzo diz ainda que pretende negociar com a Visate a transferência da gestão das atuais EPIs. Atualmente, a responsabilidade pela estrutura é do município, que não tem dado conta de conter o vandalismo e a conservação estrutural.
A ideia é que a concessionária assuma o serviço por meio da própria equipe, como os fiscais, por exemplo. A mudança ainda precisa ser negociada.
Revisão dos pardais
O secretário já recebeu um relatório de um grupo de avaliação formado para revisar o funcionamento dos controladores de velocidade nas vias municipais. A revisão significa que até mesmo o posicionamento de alguns aparelhos pode ser ajustado.
A expectativa é de que sugestões de ajustes sejam encaminhadas ao prefeito Adiló Didomenico e ao Conselho de Mobilidade num prazo entre 15 e 20 dias. Frizzo afirma que pretende submeter decisões ao colegiado com mais frequência, embora o colegiado seja apenas consultivo.
A pasta também já recebeu uma cópia do projeto de lei da bancada do PCdoB, que propõe a anulação das multas aplicadas pelos dispositivos. O secretário diz ter dúvidas quanto à legalidade da medida, mas promete encaminhar para análise jurídica.






