
Com a duplicação da RS-122 prestes a sair do papel, moradores da localidade de Monte Bérico, em Caxias, querem manter as sinaleiras instaladas no entroncamento. A preocupação é que voltem a ser registrados acidentes graves no ponto com a implantação da rótula alongada prevista no projeto.
O dispositivo elimina o cruzamento direto da rodovia. Para quem quiser circular entre Monte Bérico e o bairro Santa Lúcia, por exemplo, é preciso acessar o leito da rodovia e fazer um retorno mais à frente. É um modelo semelhante ao existente no entroncamento da RS-453 com a BR-470, em Garibaldi.
A comunidade argumenta que a troca de faixas duas vezes pode gerar risco em um trecho de velocidade elevada e diz que nunca foi consultada sobre a medida. Com a instalação de semáforos, há pouco mais de 10 anos, as mortes praticamente cessaram no ponto.
O vereador João Uez (Republicanos) e o secretário do Urbanismo, Adriano Bressan (PP), publicaram vídeos defendendo a permanência dos semáforos. Uez disse que vai procurar a concessionária Caminhos da Serra Gaúcha (CSG), responsável pela rodovia e pela duplicação.
Cruzamento será eliminado
Além do aumento da capacidade em si, um dos objetivos das duplicações das rodovias estaduais da região é eliminar os semáforos de todos os cruzamentos com a implantação de dispositivos viários. Será assim, por exemplo, no entroncamento da RS-453 com a RS-122 na saída de Porto Alegre para Farroupilha, onde será construído um viaduto. A ideia é eliminar gargalos.
A própria eliminação do cruzamento direto, como proposto, inviabiliza a manutenção do aparelho. Rótulas alongadas, quando bem planejadas e executadas, costumam proporcionar segurança, desde que haja espaço suficiente para as trocas de faixas.
A preocupação da comunidade, contudo, é relevante e não pode ser ignorada. Trata-se de um bairro que chorou muitas mortes no passado e é legítimo que sejam consultados a respeito das mudanças a serem implantadas.



