
Olhando com pressa, em meio às tarefas cotidianas, as imagens mostram só um amontoado de escombros. Na verdade, porém, a derrubada do viaduto da RS-122, no bairro Nossa Senhora da Saúde, em Caxias, nesta quinta-feira (2), tem um peso simbólico que não pode ser ignorado.
A estrutura existia há quase 50 anos e cumpriu um papel fundamental de separar o trânsito da RS-122 do fluxo entre a Linha 40 e o centro de Caxias. Seria pior se não existisse, mas já não era suficiente.
Quando foi construído, em 1978, representava o progresso e o desenvolvimento da cidade e da região. Atualmente, era retrato do atraso e da falta de investimento na infraestrutura da região. Um conceito que se modificou porque o entorno progrediu, enquanto a rodovia parou na década de 1970.
A demolição, portanto, é o fim de uma era — que não deixará saudade. Mesmo existindo uma estrutura em desnível para separar os fluxos, o entroncamento não foi capaz de evitar mortes, já que mantinha um inexplicável cruzamento na rodovia. Também não se pode esquecer dos inúmeros caminhões presos em uma estrutura que sequer atendia às medidas mínimas exigidas pela legislação.
Agora, tudo isso ficou para trás e o ponto vai ganhar uma estrutura à altura (literalmente) da necessidade. Uma paisagem que será completamente modificada, com rodovia duplicada, ruas laterais e, principalmente, segurança no trânsito. Que o acesso ao Nossa Senhora da Saúde abra o caminho para a virada da infraestrutura que a Serra tanto precisa.




