
A posse de Edson da Rosa como diretor-presidente do Samae, nesta quinta-feira (2), foi marcada pela defesa da manutenção do controle público da autarquia. Na cerimônia informal, que teve a presença de amigos e familiares, o novo mandatário definiu como primeira ação a articulação de forças políticas e empresariais para manter o Samae "como patrimônio de Caxias do Sul".
Também presente na cerimônia, o prefeito Adiló Didomenico foi mais enfático e afirmou que "nunca se cogitou nem demos abertura para o Samae ser privatizado. O Samae é público e vai continuar público porque presta um excelente serviço".
As declarações seguem a linha do que disse o ex-diretor-presidente João Uez ao tomar posse na Câmara na terça-feira (31) e não ocorrem por acaso. Na última segunda-feira (30), o governador Eduardo Leite apresentou um pacote de novos projetos de parceria público-privada (PPP) para o Estado. Entre eles, está o programa RS Saneamento, que prevê a concessão de serviços de água e esgoto em 176 municípios não atendidos pela Corsan.
Os estudos para o projeto foram encomendados no ano passado e incluíam um cenário de repasse do Samae à iniciativa privada. Desde então, a gestão municipal tem firmado posição contra o projeto, até porque o repasse precisaria da concordância do município.
Aliás
O Samae não foi apenas cogitado, como seria a menina dos olhos do projeto estadual. O modelo ainda não foi detalhado, mas envolveria concessões regionais, em que as empresas vencedoras obteriam a maior parte da receita em cidades-polo e se responsabilizariam por investimentos em cidades menores, sem rentabilidade para uma concessão individual.
Nesse contexto, uma autarquia com receita milionária da segunda maior cidade do Estado permitiria destravar boa parte dos investimentos do Marco do Saneamento, cujo prazo termina em 2033. O Samae, aliás, não apenas garante o cumprimento das metas em Caxias com recursos próprios, como ainda ajuda a administração direta em outros investimentos, como Canaliza Caxias.
Uez assume vice-presidência da Câmara
Após retornar para o Legislativo em função da desincompatibilização para concorrer nas eleições de outubro, o vereador João Uez (Republicanos) foi eleito nesta quinta-feira (2) como primeiro vice-presidente da Casa.
Ele passa a integrar, portanto, a Mesa Diretora, em vaga até então ocupada pelo colega de partido Edson da Rosa. O parlamentar chegou a presidir a maior parte da sessão logo após assumir o posto, já que o presidente Wagner Petrini (PSB) estava ausente.
A escolha de Uez teve 14 votos favoráveis. Marisol Santos (PSDB), Daiane Mello (PL) e Capitão Ramon (PL) deixaram o plenário no momento da votação. O movimento ainda é reflexo do início da legislatura, que excluiu PL e PSDB dos acordos partidários para a formação da Mesa Diretora.



