
Direcionado a acionistas e publicado no Diário Oficial do Município desta quinta-feira (23), o relatório de administração da Codeca aponta que a companhia encerrou 2025 com prejuízo de R$ 10,78 milhões e patrimônio líquido negativo de R$ 10,95 milhões no último dia 31 de dezembro. O documento também apresenta o resultado do exercício anterior: em 2024, a empresa teve lucro de R$ 1,65 milhão.
No documento, a companhia afirma que encerrou o exercício de 2025 em um "cenário desafiador", marcado por pressões de custos, aumento das despesas financeiras e necessidade de ajustes estruturais, destacando, ainda assim, a manutenção das operações ao longo do período.
Segundo a mensagem aos acionistas, o resultado negativo foi impactado principalmente pela alta das despesas financeiras e por efeitos não recorrentes, como o reconhecimento de contingências de períodos anteriores. O documento destaca que, ao longo do segundo semestre, sob a condução da nova gestão da companhia, foi elaborado um Plano de Reestruturação e Recuperação. O atual diretor presidente da Codeca, Milton Balbinot, assumiu o cargo no início de junho de 2025, substituindo Maria de Lourdes Fagherazzi, que ocupava o posto desde março de 2022.
O trabalho do Plano de Reestruturação e Recuperação consiste, de acordo com o comunicado, em medidas como "controle mais rigoroso dos gastos, a racionalização das operações e o estabelecimento de metas de desempenho, resultando na melhoria dos indicadores e na redução do prejuízo observado no primeiro semestre"
Auditoria aponta "dúvida significativa"
Também consta um Relatório do Auditor Independente sobre as Demonstrações Contábeis, que levanta dúvida a respeito da capacidade da companhia de continuar operando. A análise aponta ainda que houve um aumento "relevante" de 25% nas operações de empréstimo e financiamento e de 170% nas despesas financeiras, que atingiram R$ 10,3 milhões ao longo do ano.
Os auditores também relatam atrasos no pagamento de terceiros e tributos em função de desequilíbrios temporários de caixa por atraso no recebimento de receitas. Esse conjunto de fatores, segundo o relatório, "indicam a existência de incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional da companhia".
O Conselho Fiscal da companhia, confirmou, em parecer, os números apontados nos balanços e a situação indicada pela auditoria.




