
(O jornalista colabora com o titular desse espaço, André Fiedler)
Em discurso durante a entrega das chaves das 24 casas para famílias atingidas pelas enchentes na segunda-feira (23), a prefeita de Santa Tereza, Gisele Caumo (PP), desabafou que, por vezes, é taxada de “puxa-saco” do governador Eduardo Leite (PSD) — palavras dela mesma, observadas pelo chefe do Executivo do RS, que estava sentado na primeira fileira da plateia.
A mandatária do município da Serra se defendeu do apelido pejorativo que supostamente recebe. Disse que apenas reconhece, conforme sua percepção, que nunca houve um governo do Estado tão presente nas cidades, oferecendo recursos e apoio, quanto o comandado por Leite. Gisele, que foi reeleita e está cumprindo o segundo ciclo na administração de Santa Tereza, também reforçou que "briga" e fica "no pé" dos secretários estaduais cobrando entregas.
A resposta veio no fim da solenidade, quando foi a vez do governador se manifestar ao público. Chamou Gisele ao seu lado, a cumprimentou e a classificou entre os que vão atrás da resolução de demandas.
— A vida pública não é pra quem se acomoda. É pra quem incomoda e se incomoda. E a prefeita Gisele é daquelas que fazem a boa incomodação, porque ela é apaixonada por essa terra — elogiou Leite.
Com a fala, a prefeita não segurou as lágrimas.
O residencial, instalado no loteamento Stringhini II, contou com investimento integral do Estado, na ordem dos R$ 7,6 milhões.




