
Moradores lotaram a Câmara de Farroupilha nesta quinta-feira (25) em audiência pública que discutiu a qualidade da água e do serviço de esgoto no município. Os relatos foram de falta recorrente de água, cobranças consideradas abusivas e obras mal executadas pela Corsan. Para ao menos parte dos vereadores, os pontos levantados ficaram sem respostas convincentes.
No encontro, representantes da Agergs (agência reguladora dos serviços concedidos), Ministério Público, Cisga e Assembleia Legislativa (ALRS) apresentaram a situação atual do contrato, que vence em 2033. Já o município firmou uma parceria com a Universidade de Caxias do Sul para elaborar um novo Plano Municipal de Saneamento.
A Agergs disse que irá avaliar denúncias, apesar de admitir limitações operacionais. Já a ALRS, que esteve representada pelo deputado Pepe Vargas (PT), pretende criar uma comissão para discutir o serviço da Corsan. A partir da audiência pública, a Câmara de Farroupilha vai enviar um documento à companhia e aos órgãos que participaram do encontro.
A Corsan afirma que investimentos no sistema em Farroupilha aguardam repactuação contratual.
Resiliência
O vice-governador Gabriel Souza formalizou nesta quarta-feira (25), no Palácio Piratini, a assinatura de convênios com 22 municípios para execução de obras do programa Rotas de Resiliência, que prevê investimentos de R$ 129,08 milhões em infraestrutura viária.
Os recursos incluem repasses estaduais e contrapartidas das prefeituras, com foco em garantir mobilidade em situações de emergência e reduzir o risco de isolamento durante eventos climáticos extremos.
Entre as cidades contempladas estão Bento Gonçalves, Cotiporã, Dois Lajeados, Nova Petrópolis, Santa Tereza, Veranópolis, Serafina Corrêa e União da Serra.
O programa contempla intervenções estratégicas para reforçar segurança viária, ampliar rotas alternativas e impulsionar a recuperação das regiões atingidas pela enchente de 2024.

