
Um dos fatores que chamaram a atenção na primeira sessão ordinária do ano foi o anúncio do presidente da Câmara de Caxias, Wagner Petrini (PSB), de que está desembarcando do governo Adiló. O parlamentar era o vice-líder do governo na Câmara até a virada do ano.
A justificativa dada por Petrini na tribuna é a necessidade de um posicionamento neutro em razão da função institucional que terá neste ano e para valorizar a separação de poderes.
Ainda que essa seja uma razão plausível e que a cadeira da presidência exija uma postura republicana, não há obrigação de se deixar de lado os posicionamentos políticos. Existe, nos bastidores, uma razão adicional para a decisão: o incômodo de Petrini com a falta de avanço de alguns projetos do Executivo apoiados por ele, em especial o Parque Automotivo.
No ano passado houve a mudança na área para a construção do complexo e desde então, pouco avançou. A avaliação é de que sempre há um novo empecilho.
Após o burburinho gerado pelo anúncio, Petrini voltou à tribuna para se explicar e deixou em aberto se, no futuro, voltará para o governo ou irá para a oposição. Ele também colocou os cargos que possui no governo à disposição.
Nem tão fora assim
Apesar do movimento de Petrini, o PSB continua no governo. O colega de bancada Zé Dambrós inclusive é o novo vice-líder do governo. Adiló justificou a escolha pelo conhecimento de Dambrós dos "meandros do município" e por ser combativo.
A liderança do governo também passa de Daniel Santos (Republicanos) para Calebe Garbin (PP). Nesse caso, a mudança ocorreu pelo retorno de João Uez (Republicanos) à Câmara em março, na vaga de Santos. A escolha por Calebe ocorreu pelo alinhamento com o governo.
Adiló não comentou se espera um ano mais confortável na Câmara sob a gestão de Petrini. Talvez seja melhor não contar com isso.
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Adiados
O projeto que obriga a RGE a consertar os fios soltos nos postes de Caxias foi adiado por pedido de vista do vereador Zé Dambrós (PSB). O texto passaria por primeira discussão nesta terça-feira (3), mas o parlamentar apontou a necessidade de correção técnica na redação. O adiamento é de um dia.
Um projeto complementar, que cria o Fundo Municipal de Gestão Urbana (FMGU) também foi adiado. Neste caso, o motivo foi o protocolo de três emendas pela vereadora Andressa Marques (PCdoB).
Reação
O vereador Hiago Morandi (PL) reagiu de forma contundente à destituição do pai, Adriano Morandi, do Conselho Tutelar. A exoneração ocorreu por decisão do município após sindicância.
Utilizando palavras duras, Hiago classificou a gestão como "a pior do Brasil" e a acusou de perseguir o pai por não conseguir perseguir ele próprio. O vereador também disse que pretende partir para ataques pessoais por considerar que o governo fez o mesmo.
Gerou debate
O vereador Juliano Valim (PSD) pretende levar à Comissão de Acessibilidade da Câmara um caso de repercussão nas redes sociais em que uma médica publicou um vídeo relatando ter destratado uma higienizadora do Hospital Pompéia.
No post, a profissional diz que foi ao banheiro e teve o macacão que utilizava pela primeira vez manchado com água sanitária que a colega havia utilizado para limpar o espaço. A médica diz no vídeo que a higienizadora "mereceu" e recomenda que ela "melhore". Segundo Valim, a profissional ofendida possui deficiência.
O Pompéia publicou uma nota de repúdio relatando que "não tolera e se posiciona de forma inequívoca contra qualquer tipo de assédio". O texto diz ainda que a direção "está adotando todas as medidas cabíveis para o fato".


