
Prefeitos e vices de cidades da Associação dos Municípios de Turismo da Serra (Amserra) participaram de reunião, nesta quinta-feira (26), com o chefe da Casa Civil do Estado, Artur Lemos, para debater o processo de concessão do bloco 1 de rodovias, que abrange da Região Metropolitana de Porto Alegre à Região das Hortênsias.
O encontro, articulado pelo deputado estadual Elton Weber (PSB), serviu para os mandatários municipais apontarem mudanças que entendem necessárias antes do Piratini bater o martelo a respeito do modelo final.
Lemos afirmou que o projeto ainda está em aberto, mas que a concessão precisa ser encaminhada. Até lá, cada município também será consultado individualmente pelo governo do Estado.
Vale lembrar que Nova Petrópolis abriu mão da duplicação da RS-235 até Gramado em troca de não ter pórtico de pedágio na localidade de Linha Brasil.
Assim se posicionaram os prefeitos e vices que estiveram na reunião:
- O prefeito de Nova Petrópolis, Daniel Michaelsen, voltou a dizer que é contra a instalação de mais pedágio entre Nova Petrópolis e Gramado.
- O prefeito de Gramado, Nestor Tissot, disse não ser contra os pedágios existentes, mas disse temer o impacto na cidade no aumento de pórticos. Também apontou a necessidade de terceiras faixas na RS-235.
- O vice-prefeito de São Francisco de Paula, Beto Lopes, apontou custos elevados nos pontos de cobrança da RS-020 sem previsão para grandes obras.
- O prefeito de Canela, Gilberto Cezar, discordou da proposta para a RS-466, que liga o centro da cidade ao Parque do Caracol.
- O vice-prefeito de Santa Maria do Herval, Félix Alles, se disse preocupado com o possível aumento de fluxo na cidade em função de eventuais desvios dos motoristas para evitar pedágios. Ele disse que a cidade não está preparada para o fluxo. A RS-373, que passa pela cidade e dá acesso Gramado teve a pavimentação concluída recentemente.
Preocupação?
É peculiar a manifestação do vice-prefeito de Santa Maria do Herval demonstrando preocupação com eventual aumento de movimento.
Outros mandatários na mesma situação provavelmente estariam comemorando a oportunidade de crescimento econômico do município a partir da passagem de turistas. Se não há preparação para receber o fluxo, está aí uma tarefa para o município se debruçar desde já.




