
A Câmara prevê votar na próxima terça-feira (10) o veto do prefeito Adiló Didomenico ao reajuste de 100% do vale-alimentação dos servidores do Legislativo e de 2,5% nos salários. No entanto, a manutenção desse veto não é garantida, embora o governo tenha maioria na Casa.
A coluna ouviu de parlamentares que o plenário está dividido entre a manutenção e derrubada do veto. Se a última opção obtiver maioria, a Câmara poderá levar adiante o reajuste.
Embora haja quem acredite ter votos suficientes para manter a decisão do prefeito, também há quem entenda que a derrubada do veto já conta com 11 apoios. Nesse caso, a votação em plenário daria empate e o presidente, Wagner Petrini (PSB), seria o voto de minerva.
O parlamentar disse que vai definir um eventual posicionamento após reunião prevista para segunda-feira (9) entre a Câmara, prefeitura e Sindiserv. Nos bastidores, porém, a informação é de que Petrini tende a votar pela derrubada do veto. A medida do prefeito, inclusive, seria um dos motivos para o desembarque do governo, embora o vereador negue.
O líder do governo, vereador Calebe Garbin (PP), também diz que o placar está em aberto, mas reforçou que a orientação da base governista é votar pela manutenção. O entendimento dele é que essa também seria uma forma dos vereadores se redimirem do desgaste gerado pela aprovação.
Votos-chave
A vereadora Daiane Mello (PL) foi a única contrária ao benefício aos servidores e deve votar pela manutenção do veto do prefeito. Já a vereadora Sandra Bonetto (Novo), que não estava na sessão do dia 6 de janeiro que aprovou a medida, disse que vai discutir o posicionamento com o diretório estadual e municipal.
O vereador Capitão Ramon (PL) também esteve ausente e ainda não retornou ao questionamento da coluna. Da base governista, um dos votos contrários ao governo deve ser da vereadora Andressa Mallmann (PDT), que propôs um acordo para que ocorra um reajuste menor do que o aprovado.
Também nesta coluna
Gestão encerrada

A deputada federal Denise Pessôa (PT) encerrou o período à frente da Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados. Única gaúcha a presidir a CCULT, a parlamentar fez um balanço do trabalho citando a condução de temas como a atualização da Política Nacional Aldir Blanc, a regulação de direitos autorais frente à inteligência artificial e as primeiras discussões do novo Plano Nacional de Cultura - projeto do governo federal que deve orientar o setor na próxima década.
Denise também citou medidas de interesse da cultura gaúcha, como reconhecimento de patrimônio, homenagens a personalidades do estado e a realização dos Expressos 168 (grupo de debate do colegiado) em cidades como Porto Alegre, Caxias do Sul e Gramado.
A comissão encerrou 2025 com 55 reuniões e 286 proposições analisadas. A presidência agora passa para Carol Dartora (PT-PR).
Jornadas ampliadas
A Prefeitura de Caxias do Sul enviou à Câmara, nesta quinta (5), o projeto que cria o Regime Especial de Atuação em Saúde (Reas). A proposta autoriza servidores da saúde com carga de 20 horas semanais a aderirem, de forma voluntária, a jornadas suplementares de 30 ou 40 horas, conforme a demanda da rede. A seleção será feita por editais internos, com critérios e vagas definidos pelo Município.
O regime valerá apenas para servidores que ingressaram a partir de 2004 e estejam em exercício, abrangendo áreas como enfermagem, medicina, odontologia e assistência social. De caráter temporário e reversível, o Reas é apresentado pelo governo como uma estratégia para reforçar o atendimento e ampliar a oferta de profissionais na rede pública.
Agenda conjunta

Na última segunda-feira (5), quando esteve em Caxias e almoçou com o Rafael Bueno e o vereador José Abreu (PDT), a pré-candidata ao governo do Estado Juliana Brizola (PDT) também se reuniu com a vereadora Andressa Mallmann (PDT).
No primeiro encontro presencial entre as duas, no Hotel Samuara, elas trataram do fortalecimento da participação feminina na política e da necessidade de ampliar a representatividade do partido e das mulheres nos espaços de decisão.
A pauta animal também entrou no centro da conversa, impulsionada pela repercussão do caso do cão Orelha, morto em Santa Catarina, e pelos episódios recentes de violência contra animais em Caxias.
Andressa abordou as ações do mandato e a mobilização do último domingo (1), com a defesa de políticas mais duras contra maus-tratos.




